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Vice-governador vai à Vila Princesa, em Porto Velho, discutir solução para escassez de água


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Daniel Pereira anotou as reivindicações e as ponderações

A Vila Princesa, comunidade de catadores de recicláveis,  em Porto Velho, tem hoje cerca de 350 famílias, uma escola com 180 alunos, uma unidade de saúde, uma cooperativa, cerca de oito pequenos estabelecimentos comerciais, a maioria bar, pelo menos cinco igrejas  e passa por problemas no abastecimento de água.

“Os reservatórios  podem armazenar até 20 mil litros, quantidade insuficiente para atender à comunidade”, destacou o morador Anacleto Vanderlei de Andrade, conhecido como Bahia, que mora na comunidade desde o seu surgimento. Segundo ele, são necessários pelo menos 48 mil litros de água por dia.

Parte dessa demanda é atendida por uma parceria entre a Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia (Caerd) e a prefeitura de Porto Velho. A primeira cede a água e a prefeitura empresta o caminhão para fazer o transporte até  o local. Entretanto,  a preocupação de Bahia é que  com o período de verão, quando o poder municipal precisa empreender outras frentes de trabalho, o caminhão não pode ir à vila com a mesma frequência e a população está ficando sem o produto. “Nós levamos o assunto ao vice-governador, e ele de imediato se dispôs a verificar pessoalmente a situação”, explicou.

O poço artesiano e as caixas d’água ficam na única escola da comunidade, a João Afro Vieira, que funciona em três turnos com o Ensino Fundamental durante o dia e Educação de Jovens e Adultos (EJA) à noite.

Ao confirmar o problema da falta de água, que atinge a todos, a diretora da unidade, Grace Sherley Denny, disse que se o problema do abastecimento não for solucionado, poderá prejudicar a instalação do moinho para beneficiamento de garrafas plásticas na cooperativa dos catadores, que também funciona na Vila Princesa. É que o equipamento que todos entendem ser necessário e de fundamental importância para a valorização do trabalho dos catadores, além de precisar de água para  funcionar, todas as garrafas antes de serem inseridas na máquina têm que passar por um processo de lavagem.

O vice-governador anotou as reivindicações e as ponderações pertinentes e ficou de verificar recursos para solucionar os problemas. O aprofundamento do poço e aquisição de novas bombas, talvez possam ajudar a amenizar o quadro.

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O poço artesiano e as caixas d’água ficam na escola

Outro problema na estrutura da comunidade é quanto ao abastecimento de energia elétrica. A diretora da escola relatou ao vice-governador que já tem as centrais de ar-condicionado para as sete salas de aula, mas não pode instalar porque a rede não comporta. “Nossa escola é municipal,  mas nós precisamos de uma ajuda do Estado”, ressaltou a diretora Grace.

Daniel Pereira ainda visitou o galpão da Cooperativa Cata Norte, que reúne os catadores de materiais recicláveis no lixão, e ouviu também os pleitos de Tony Santos, o presidente  da entidade, que deseja ver o impasse do abastecimento de água  resolvido o mais rápido possível para que a proposta do moinho possa se concretizar. A cooperativa prensa mensalmente 100 toneladas de plástico, entre garrafas pets e outros vasilhames. Com o moinho, além de aumentar o volume de material beneficiado, novos valores serão agregados aos produtos melhorando a renda e a vida dos moradores da Vila.

A Unidade de Saúde também recebeu a visita de Daniel Pereira, que estava acompanhado da secretária estadual de Ação Social, Valdenice Domingos; e técnicos da Secretaria de Desenvolvimento Ambiental, além do consultor da Cata Norte, Olavo Niewow.


Fonte
Texto: Alice Thomaz
Fotos: Daiane Mendonça
Decom - Governo de Rondônia

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