Sexta-feira, 18 de setembro de 2015 - 12h45
Passaram-se sete anos, e até hoje o assassinato do Auditor Fiscal de Rondônia Armando Dalarte não foi esclarecido pela polícia. Ele foi executado com quatro tiros quando chegava a seu posto de trabalho, na Delegacia Regional da Receita Estadual em Ji-Paraná, no dia 19 de setembro de 2008. Ainda se encontrava no interior de um carro oficial da SEFIN (Secretaria de Estado de Finanças) quando sofreu os disparos.
Armando Dalarte tinha 59 anos, estava há 18 meses à frente da Delegacia, onde conduzia investigações envolvendo pessoas poderosas e influentes no Estado de Rondônia. Na época, a polícia considerou a associação do crime às atividades fiscais do Auditor. A Secretaria de Segurança (SESDEC) informou que “providências estavam sendo tomadas”, mas, após sete anos, o caso ainda é mistério.
O SINDAFISCO, Sindicato da categoria, lembrou os sete anos do assassinato do Auditor por meio de nota em seu site institucional, e lamentou o fato do crime permanecer sem resposta, o que representa “uma vitória da impunidade”, anotou a Entidade ainda citando outro caso, o assassinato do Auditor Robson Luis Santos Silva, cujo assassinato completou 1 ano no último dia 08 de julho – este crime também não foi esclarecido pela polícia.
A Entidade espera que os órgãos de persecução criminal façam sua parte, dando uma resposta à sociedade e gerando segurança com a punição dos culpados
REPERCUSSÃO
Os assassinatos dos Auditores Fiscais de Rondônia ganharam repercussão na mídia estadual e visibilidade nacional, sendo, inclusive, citados em justificativa de projeto de lei sobre porte de armas, em tramite na Câmara dos Deputados, e causaram moções com pedido de providências às autoridades policiais, por parte da Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (FENAFISCO).
Nesta semana, o Presidente do SINDAFISCO, Mauro da Silva, esteve em Palmas (TO) quando se reuniu com lideranças do Fisco dos 26 Estados do País, e levou o assunto da impunidade em Rondônia nos casos dos Auditores Armando Dalarte e Robson Luís, o que vem aumentar a insegurança no exercício de uma atividade essencial ao Estado e de alto risco, quando envolve investigações de fraudes, fiscalização e combate à sonegação fiscal. Mauro é membro do Conselho Deliberativo da FENAFISCO.
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