Quarta-feira, 24 de abril de 2013 - 19h02
Profissionais voluntários da Construtora Camargo Corrêa, em um ato de solidariedade, decidiram unir esforços para promover melhorias na residência de uma família de Jaci-Paraná, no entorno da obra. Senhora Benta e o Senhor Sebastião, com seus sete filhos, com idades entre oito meses e 18 anos, vivem em uma casa simples, de um cômodo apenas, sem móveis e em condições muito precárias. Sebastião faz alguns trabalhos como roçador, mas o que ganha não é suficiente para atender as demandas da casa.
O primeiro a conhecer a família foi o topógrafo da construtora Camargo Corrêa Francisco Sutil. “Eu e minha esposa sempre realizamos ações voluntárias e um dia, passando pela rua onde vive esta família vimos a casa muito pobre com uma cozinha a céu aberto, e decidimos conhecê-los”, disse Sutil, que depois desse dia repartiu a experiência com os demais colegas de trabalho.
A experiência de Sutil se transformou em tema de um dos Diálogos Diários de Segurança, que os profissionais da Camargo Corrêa participam antes de iniciar os trabalhos na obra. Claudiomar Ferreira, que é encarregado, se interessou pela causa. “O Sutil falava desta família e então perguntei o que poderia fazer para ajudá-los. Ele pediu uma cesta básica e eu disse que gostaria de ir junto, mas quando cheguei e vi a casa, me comovi. Não tinha nem piso, eles dormiam em colchões rasgados e preenchidos com palha num chão de terra”, contou.
Claudiomar e Sutil mobilizaram os colegas de trabalho e conseguiram a solidariedade de mais de 20 profissionais da construtora, que abraçaram a causa. Nas horas vagas ou depois do serviço, os voluntários construíram um piso de cimento dentro da casa, doaram sete novos colchões para a família e todo mês levam cestas básicas para eles.
Sebastião, o pai da família, conta que após a ajuda, a vida deles começou a melhorar. “A nossa casa era de chão e como não temos móveis, nossas coisas ficam amontoadas onde dá para colocar e vinham muitos ratos para dentro de casa, à noite quando íamos dormir. Agora com o piso, eles não ficam mais aqui dentro e a gente pode dormir e ter um pouco mais de dignidade”, disse.
Mas os voluntários disseram que ainda há muito que fazer pela família.
Eles já pensam em se reunir em um novo mutirão para que a cozinha a céu aberto tenha uma cobertura. No próximo mês, quando receberem os salários, os voluntários já vão separar uma parte para comprar materiais de construção que ajudarão na melhoria da casa de Sebastião e Benta.
Fonte: Comunica
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