Sábado, 6 de junho de 2020 - 19h25

Em meio ao relaxamento do isolamento social e dos protestos, a disseminação do vírus se espalha agressivamente no Brasil, apesar da linha ascendente, inclusive em estados que foram os últimos a impor paralisações e os primeiros a levantá-los.
O capitão presidente prefere a divulgação dos dados ministeriais às 22h, num capricho indescritível mais voltado à censura de informações.
Pensa que engana? ...mas a quem?
Não precisa ser profeta para imaginar como ocorrerá o desdobramento de uma segunda onda mortífera da pandemia, motivada também pela inexistência de medicamentos comprovadamente apropriados. Ao mesmo tempo em que faltam testes até mesmo para os que trabalham expostos na frente de batalha , bem como, falta consciência de autoridades irresponsáveis e corruptas, assim como, daqueles que esperam perder um ente querido para poder encarar a pandemia de forma responsável.
Prevalece a ignorância, a corrupção desviando recursos da saúde, o fanatismo pseudo-ideológico insano, apesar de caminharmos para 40 mil vítimas, optam por distrair o povo com problemas de outros povos que se encontram em posição infinitamente mais comoda.
Seria a hora de dizer: assim seja! Pagarão - como sempre - justos por pecadores, e eles constituem a população pobre mais vulnerável.
Aplausos Bolsonaro, pelo exemplo ‘destemido’ e o pesado ônus de mortes que poderiam ter sido poupadas.
Nunca se viu na história um ser tão ignóbil, daqueles que tentam tapar a Luz do Sol com peneira, e agora, ordenando a generais assessores a maior moscagem" de todos os tempos.
Basta!
Para o capitão presidente, "todos vão morrer mesmo", então, por que não abrevia sua própria morte em vez de incitar incautos a contaminação coletiva? Até os eleitores que depositaram nele plena confiança nas últimas eleições haveriam de agradecer por um ato de suicídio honroso, antes porém, revelando a verdade sobre a história mal contada da suposta facada.
Mas a final, que autoridade constituída assumirá as dores da nação e provocará na justiça o impeachment desse cidadão ordinário?
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