Quinta-feira, 25 de dezembro de 2025 - 08h16

ENGLISH - ESPAÑOL
Nus chegamos, nus partimos; frágeis, nada possuímos nem levamos. Ainda assim, escolhemos viver ajoelhados diante de tradições ditadas por mentes dominadoras — regras que nunca se aplicaram a si mesmas. Para preservar o conforto
da obediência, multidões terceirizam o próprio
juízo e passam a tratar a covardia
como virtude. Pensar, decidir e viver exigem coragem — por isso evitam tudo isso, apenas sobrevivendo, condicionados ao medo da censura coletiva.
O erro não
os assusta. O pânico real é a autonomia. Preferem dogmas mofados à responsabilidade da liberdade e chamam essa fuga
de moral. Repetem que ser feliz é um desvio
ético, enquanto transformam a renúncia
à vida em mérito. No fim, morrem obedientes e moralmente intactos
— aliviados por nunca terem cometido o pecado de viver.
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ENGLISH
It
Is Not Error That Destroys Us, but the Cowardice That Prevents Us from Daring
We arrive naked and depart naked; fragile, owning nothing and taking nothing with us. Yet we choose to live on our knees before dictated traditions forged by domineering minds—rules they never applied to themselves. To preserve the comfort of obedience, crowds outsource their own judgment and rebrand cowardice as virtue. Thinking, deciding, and living demand courage—so they avoid all three, merely surviving, conditioned by the fear of collective censorship.
Error does not frighten them. Autonomy does. They
prefer moldy dogmas to the responsibility of freedom and call
this retreat morality. They insist that happiness is an ethical
deviation, while elevating the renunciation of life to merit. In the end, they die obedient and morally intact—relieved they never committed the sin of
living.
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ESPAÑOL
No es el error lo que nos pierde, sino la cobardía que nos impide atrevernos
Llegamos desnudos y partimos desnudos; frágiles, sin poseer ni llevar nada. Aun así, elegimos
vivir arrodillados ante tradiciones dictadas por mentes dominadoras—normas
que nunca se aplicaron a sí mismas. Para conservar la
comodidad de la obediencia, las multitudes delegan su propio juicio
y convierten la cobardía en virtud.
Pensar, decidir y vivir requieren coraje—por eso lo evitan todo, limitándose
a sobrevivir,
condicionados
por el temor a la censura colectiva.
El error no los intimida. Lo que los aterra es la autonomía. Prefieren dogmas enmohecidos a la responsabilidad de la libertad y llaman a esa huida moral. Repiten que ser feliz es una desviación
ética, mientras elevan la renuncia a la vida en
mérito. Al final, mueren obedientes
y moralmente intactos—aliviados de no haber cometido el pecado de vivir.
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