Quarta-feira, 11 de janeiro de 2023 - 13h53

Quando permitimos à mente assumir o controle motivada pelo
medo, ultrapassamos a razão, e ela se torna uma fonte somatizadora de
insegurança, fazendo-nos reféns de nós mesmos.
Contraditoriamente, passamos a vida à sombra de quem nos
cerceia irresponsavelmente, talvez sem ter consciência do mal injustificável
causado pela imposição de limites contrários à essência humana de liberdade
plena, e ao próprio bem-estar para condução livre do destino. Ainda que
percebamos esse irreparável prejuízo ao exercício saudável da vida, nós nos
predispomos a aceitá-lo. Cria-se uma acomodação na qual insucessos normais e
eventualmente necessários ao processo que conduz à maturidade servem, na
prática, como pretextos para justificar o irrazoável e a estagnação da mente.
Enquanto o tempo se exaure velozmente, alimentamos a
percepção equivocada da condição de eternidade, que contradiz a natureza
terrenal, e negamos compreender que vencer o medo de sofrer constitui a única
forma de nos livrarmos da condição prejudicial que nos mantém como carcereiros
de nós mesmos, numa postura perniciosa segundo a qual convivemos restritos em
uma realidade inconcebível e por vezes paranoicas. Temores, neuroses e
subserviência debilitam nossa capacidade de assumir as rédeas da vida,
conscientes de que a partir do aprendizado adquirido a autoestima e
autoconfiança se fortalecem, facilitando a correção de rumos a qualquer
momento, diante de eventuais percalços no futuro.
A inércia cobra um preço elevado, pois toma uma parte
substancial da liberdade e do controle da própria vida, cerceando a essência do
livre arbítrio individual.
Imperceptivelmente, as pessoas que carregam um temor latente buscam as
sombras, ocultando aquilo que poderiam fazer com irrepreensível decência e na
claridade do dia por ser um direito inalienável. O mais grave é que alimentam a
arcaica cultura do machismo, que transforma a vítima, subordinada e capitulada
psicologicamente, numa fonte de estímulo permanente à ação doentia do agressor
que, no âmbito diminuto do cérebro, acredita ser superior e estar no controle da
relação doentia, desprovida de qualquer sentido, mantendo a existência em um
estado de angustiante letargia.
ABSURDA REALIDADE
Com a sensação de completa impotência, tristeza e decepção, observo o planeta sendo destruído impiedosamente por seres adoecidos mentalmente contrários ao postulado da razão, da moralidade, do sentido existencial, e do respeito a si próprios e ao direito dos demais. Transformaram a religiosidade em fake comércio pós-dimensional criminosamente praticado pelos scammers da fé, deixando o caos como injusto castigo e desafio as gerações futuras, enquanto o mundo submerge em uma sensação real de ciclone congelante insuportável a vida humana, formado pela ausência de empatia e sentimentos dignificantes, aceleram a doutrinação e manipulação massiva para transformação das pessoas em meros mutantes, perversos, fanáticos, insensíveis, pretensiosos, materialistas, fúteis, idiotizados, traiçoeiros e ridículos, diminuídos por fim a condição de dejeto orgânico altamente contaminante e não aproveitável.
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