Quarta-feira, 13 de maio de 2026 - 14h45

A Exposição “Onde Me Encontro:
Arte e Neurodivergência”, em cartaz na galeria do Centro de Reabilitação de
Rondônia (Cero), reúne obras produzidas por pacientes com Transtorno do
Espectro Autista (TEA) acompanhados pela unidade. A mostra foi aberta na
segunda-feira (11) e segue disponível para visitação até o dia 29 de maio.
A iniciativa objetiva valorizar a expressão
artística como ferramenta de inclusão social, desenvolvimento pessoal e
estímulo às práticas de reabilitação, além de aproximar a comunidade das ações
desenvolvidas pela unidade.
O governador de Rondônia, Marcos Rocha, destacou a
importância de ações voltadas ao acolhimento e à valorização das
potencialidades das pessoas neurodivergentes. “Temos trabalhado para fortalecer
uma saúde mais humanizada e inclusiva. Essa exposição demonstra que a arte
também é uma ferramenta de cuidado, expressão e desenvolvimento”, ressaltou.
A exposição pode ser visitada mediante agendamento
na recepção do Cero, assim como as visitas institucionais à galeria,
diretamente na unidade, localizada na Rua Barão do Amazonas, nº 9.960, Bairro
Mariana, em Porto Velho. A mostra reúne obras produzidas por adultos autistas
diagnosticados tardiamente ou em processo de investigação diagnóstica, com
destaque para vivências de mulheres autistas.
Durante a oficina “Onde Me Encontro”, foi proposto
um processo de autoconhecimento por meio da arte, utilizando o desenho do
contorno corporal em escala real como base para colagens, desenhos e outras
intervenções visuais. A atividade permite que os participantes expressem
emoções, experiências e percepções a partir do próprio corpo. A proposta não
possui caráter terapêutico ou diagnóstico, sendo voltada à expressão emocional
e à construção de um espaço de acolhimento e escuta.

Segundo o titular da Secretaria de Estado da
Saúde (Sesau), Edilton Oliveira, a reabilitação vai além do tratamento
clínico. Ela envolve acolhimento, estímulo à autonomia e fortalecimento
emocional. “O Cero tem desenvolvido um trabalho essencial nesse sentido,
utilizando diferentes ferramentas para promover qualidade de vida e inclusão
social aos pacientes”, ressaltou.
O projeto é realizado pela artista visual Silvia
Feliciano, bacharel em Belas Artes pela Universidade Federal de Minas Gerais
(UFMG), com mais de 30 anos de atuação na área artística e pesquisas voltadas à
relação entre arte, corpo e expressão sensível.
A produção executiva é assinada por Taiane Sales,
licenciada em Teatro pela Universidade Federal de Rondônia (Unir) e
pós-graduada em Produção Cultural, Arte e Entretenimento, com atuação nas áreas
de produção cultural, comunicação e artes cênicas.
A coordenadora do Cero, Andréia Zulke, ressaltou a
importância da iniciativa. “É emocionante ver o talento e a sensibilidade
desses pacientes sendo reconhecidos e compartilhados com a sociedade. A exposição
soma aos esforços terapêuticos ao valorizar as singularidades de cada paciente,
com foco no bem-estar”.
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