Segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025 - 07h23

O Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) realizou, neste
domingo (23/2), uma nova rodada de fiscalizações em unidades de pronto
atendimento (UPAs) e na Policlínica Ana Adelaide, em Porto Velho. Todas são
gerenciadas pela prefeitura.
O objetivo é melhorar o atendimento à população e assegurar condições
dignas de trabalho para profissionais de saúde.
PACIENTES PERCEBEM MUDANÇAS
Usuários confirmam que a atuação do TCE tem impactado positivamente o
atendimento. Maria Helena Neves, atendida na UPA da Zona Leste, elogiou o
serviço: “Fui muito bem atendida e agora já posso ir para casa”. Sua filha,
Rosane Neves, destacou a rapidez: “O atendimento foi ágil e eficiente, fizeram
todos os procedimentos necessários”.
Outro paciente, Elizardo da Silva, notou evolução no serviço: “Há um
ano, a espera era longa. Hoje fui atendido em 20 minutos. Essas fiscalizações
precisam continuar”.
PROFISSIONAIS RECONHECEM MELHORIAS, MAS APONTAM DESAFIOS
O impacto das fiscalizações também é sentido pelos profissionais de
saúde. A enfermeira Graciete Carvalho destacou mudanças importantes: “O
aparelho de raio-X voltou a funcionar, cadeiras quebradas foram substituídas e
o apoio de gasometria foi restabelecido, tudo após as fiscalizações”.
A médica Camila Leseux comentou que as condições melhoraram, mas alertou
sobre problemas persistentes: “Ainda faltam medicamentos”, disse.
PRINCIPAIS PROBLEMAS IDENTIFICADOS
Apesar de avanços, as equipes de auditoria identificaram falhas
estruturais, falta de insumos e necessidade urgente de reforço no quadro de
profissionais.
Na policlínica Ana Adelaide, foram apontados problemas como papelão no
lugar de vidraça na recepção da farmácia, além de ambientes inadequados para
descanso de médicos e enfermeiros. Também estão faltando materiais básicos,
como luvas e medicamentos, comprometendo a qualidade dos atendimentos.
A UPA da Zona Sul funciona, dentro de parâmetros satisfatórios, com
destaque para a limpeza e organização. Como pontos de melhoria: sobrecarga no
uso do aparelho de raio-X e necessidade de treinamento para a equipe de
laboratório.
Na UPA da Zona Leste, foram verificados equipamentos, como macas,
cadeiras e vestimentas dos profissionais, deteriorados e problemas nos
aparelhos para exames bioquímicos.
Todos os problemas foram registrados em relatório e encaminhados à
gestão municipal, que tem cinco dias para adotar providências.
MONITORAMENTO CONSTANTE
Segundo a servidora Luana Pereira, integrante da equipe de auditoria, o objetivo
é garantir funcionamento pleno das unidades. “Verificamos a estrutura interna e
externa, insumos e recursos humanos”, explica Luana.
O acompanhamento contínuo tem sido fundamental, segundo o Auditor de
Controle Externo, Ercildo Araújo. “Nossa missão é monitorar se os problemas
apontados anteriormente foram solucionados”, afirma.
Para o secretário-geral de controle externo do TCE-RO, Marcus Cézar
Filho, o propósito é claro: “Melhorar a prestação do serviço de saúde e,
consequentemente, a vida da população de Porto Velho e de Rondônia”.
GESTORES PODEM SER RESPONSABILIZADOS
O TCE-RO reforça que a fiscalização tem caráter preventivo e corretivo.
“Quando os gestores não cumprem as determinações dentro do prazo estipulado, o
Tribunal instaura processos de responsabilização, garantindo o devido processo
legal”, destacou o presidente do TCE-RO, Wilber Coimbra.
Se confirmadas irregularidades por ação ou omissão, sanções poderão ser
aplicadas aos responsáveis. O TCE-RO continuará monitorando as unidades para
verificar o cumprimento das recomendações.
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