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Turismo Regional

Memorial Rondon reforça ações do turismo ao preservar diversos artefatos que contam a História de Rondônia


Uma das peças que mais chamam a atenção dos turistas é a réplica da antiga estação telegráfica, utilizada por Rondon nas expedições - Gente de Opinião
Uma das peças que mais chamam a atenção dos turistas é a réplica da antiga estação telegráfica, utilizada por Rondon nas expedições

O Memorial Rondon é um importante espaço que preserva e conta a História do estado de Rondônia, principalmente a que está ligada ao próprio Marechal Cândido Rondon. O local, mantido pelo Governo do Estado, sob a coordenação da Superintendência de Turismo (Setur), abriga em seu acervo uma série de artefatos que remontam à trajetória de Rondon, importante personagem brasileiro, responsável pela integração das regiões mais remotas do país por meio da telegrafia.

A visitante Maria da Silva Lima, de 72 anos, filha de seringueiros, relembrou a infância com a “poronga” - Gente de Opinião
A visitante Maria da Silva Lima, de 72 anos, filha de seringueiros, relembrou a infância com a “poronga”

Segundo o administrador do museu, Antero da Trindade, profundo conhecedor da história de Rondon, “uma das peças que mais chamam a atenção, dos muitos turistas que visitam regularmente o Memorial Rondon, é a réplica da antiga estação telegráfica, utilizada pelo Marechal em suas expedições”, explicou. O local já recebeu mais de 121 mil visitantes, como a artesã Maria da Silva Lima, de 72 anos, que nasceu em Pauini no interior do Amazonas, e veio com as irmãs conhecer o Memorial. A artesã teve a oportunidade de apreciar de perto esse curioso equipamento, originário de uma das muitas estações telegráficas montadas por Rondon.

Criada nos seringais, a visitante se emocionou ao encontrar no acervo uma “poronga”, que pode inclusive experimentar e reviver os tempos de infância. “Isso aqui é uma espécie de luminária, uma lamparina que nós seringueiros usávamos na cabeça para percorrer as estradas da seringa no interior da Floresta Amazônica. A gente fazia a “poronga” com latas de óleo, e usava querosene e até óleo de copaíba como combustível”, relatou a artesã Maria da Silva.

CURIOSIDADE

A estação telegráfica usada por Rondon funcionava utilizando o Código Morse, que é um sistema de codificação de letras, números e sinais de pontuação. No caso da estação telegráfica, os sinais sonoros têm diferentes comprimentos de pulsos. Os operadores da estação telegráfica enviavam mensagens digitando o Código Morse em um teclado especial, que convertia as letras e números em sinais elétricos, os habitantes locais o apelidaram de “língua de Mariano”. Esses sinais que eles ouviam, eram então transmitidos através de cabos telegráficos ou ondas de rádio para outras estações telegráficas, onde eram decodificados de volta para letras e números. Dessa forma, as mensagens podiam ser enviadas e recebidas de forma rápida e eficiente, permitindo a comunicação à distância entre as diferentes partes da expedição de Rondon.

ACERVO HISTÓRICO

O conjunto de equipamentos de radiocomunicação cedido pelo Exército Brasileiro integra o acervo do museu - Gente de Opinião
O conjunto de equipamentos de radiocomunicação cedido pelo Exército Brasileiro integra o acervo do museu

O Memorial Rondon conta com uma variedade de objetos e documentos históricos, que ajudam a contar a trajetória de Rondon e a formação do estado de Rondônia. São fotografias, cartas, instrumentos de trabalho, além de outros objetos, que mostram a importância desse personagem para a História do Brasil. A mais recente aquisição é um conjunto de equipamentos de radiocomunicação, cedido pelo Exército Brasileiro, e que agora integra o acervo do Museu.

Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, a manutenção desse rico acervo é importante porque remonta à História de Rondônia, e foi fundamental para o desenvolvimento do Estado. A comunicação e a integração do território brasileiro foi uma das principais realizações de Rondon

SERVIÇO

O Memorial Rondon funciona de terça-feira a domingo, das 10h às 16h, na Estrada Santo Antônio, n° 4863, em Porto Velho. As visitas são guiadas em parceria com a 17ª Brigada de Infantaria de Selva, que cede soldados como monitores para receber os turistas e visitantes.

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