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Carlos Sperança

Água não queima... + Muita trairagem + Pontos frágeis + Taca-lhe o pau!


Água não queima... + Muita trairagem + Pontos frágeis + Taca-lhe o pau! - Gente de Opinião

Água não queima...

É difícil não dar razão a quem alega haver muita desinformação sobre a Amazônia. Sua vastidão, multidisciplinaridade, ampla composição de povos – alguns dos quais até sem contato com o Estado oficial – fazem de todos os interessados detentores apenas de informações parciais sobre tamanha amplitude. Cautelosos cientistas do passado, frente a descobertas extraordinárias que derrubavam as crenças anteriores, diziam que a verdadeira ciência vai além da ciência, ou seja, do que já é conhecido.

Esta noção, cabível à Amazônia, a revela como detentora de uma infinidade de segredos não revelados, muitos sob o risco de jamais chegarem ao conhecimento, sucumbindo ao desmatamento e ao fogo. Há pouco, a revista científica Science publicou um estudo que vem jogar água em cima de muitas noções limitadas que se tinha a respeito da preservação florestal.

Para Cecília Gontijo Leal, primeira responsável pela pesquisa, “é comum que os rios funcionem para demarcar o limite, a borda de uma área protegida”, mas “eles deveriam ser centrais”. Nesse caso, a orientação para minimizar as perdas com a biodiversidade deveria estender a preservação a partir das águas para suas margens e demais extensões florestais. As águas não são cofres invioláveis de biodiversidade. Cuidar delas é a primeira chave para uma preservação efetiva.

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Muita trairagem

Os candidatos a prefeitos em Porto Velho estão abismados com tanta trairagem dos integrantes das suas chapas a vereança. Em busca de recursos, de santinhos, gasolina, etc, os postulantes a vereador namoram os adversários de seus majoritários sem o menor pudor já sinalizando que se chegarem a conquistar cadeiras no legislativo municipal podem vender até a mãe deles em busca de vantagens políticas e econômicas. As renovações na capital só têm piorado o cenário político. É um vestibular de pilantragem.

Que situação!

Observem com cuidado a situação do atual prefeito Hildon Chaves (PSDB) no seu projeto de reeleição. Se subir mais uns 5 pontos, vai se tornar uma candidatura mais competitiva para um previsível segundo turno no embate com a oposição. Já, se, se cair cinco pontos de intenções de votos, pode correr o risco de ficar fora do segundo turno. A necessidade faz o sapo pular: Como o tucano tem uma das taxas de rejeição mais elevadas na atual jornada, reduzir sua impopularidade é urgente. Tarefa para seus alquimistas da comunicação.

Pontos frágeis

Nesta corrida contra o tempo Hildon tem que reagir em fatores exponenciais. Ao contrário de 2016, nesta campanha a maioria dos formadores de opinião age contra ele (Vinicius é o mais contemplado neste segmento). O tucano também terá que passar uma explicação plausível para sua omissão quanto a prometida construção da nova rodoviária, objeto de grande desgaste desta gestão. No entanto, a inauguração da revitalização do Complexo Madeira Mamoré poderá funcionar como um bom antídoto, estabilizando seu desembarque no segundo turno.

Efeito manada

Enquanto o efeito manada, tão típico nas eleições de Porto Velho nos últimos anos ainda não aponta para nenhum lado, vejo neste estágio de campanha Vinicius Miguel (Cidadania/Novo/PDT) e o surpreendente Lindomar Garçom (Progressistas), mais pertos do desembarque no segundo turno contra o tucano. Neste caso, seria mais interessante para o alcaide enfrentar Garçom, do que Vinicius já que o candidato dos Progressistas que surfa no populismo é considerado um cavalo paraguaio.

Taca-lhe o pau!

Bravo como uma onça do pantanal, o candidato bolsonarista (ele leva vantagem sobre os rivais do mesmo segmento nas minhas contas)  Eyder Brasil (PSL) usa uma estratégia agressiva contra o prefeito Hildon Chaves na busca da polarização. A estratégia é boa, mas nesta peleja de chegada ao segundo turno, ele também terá que apontar sua artilharia para Vinicius Miguel e Lindomar Garçom, seus  principais rivais oposicionistas.

Via Direta

*** Proponho um enigma ao cara–pálida leitor: Quem seria o candidato a prefeito que aplicou uma peia na esposa na semana passada? A coisa deixou marcas *** Trocando de saco para mala: Depois de relações cordiais na maior parte de sua administração, o prefeito Hildon Chaves vai concluir seu mandato em pé de guerra com o gov. Marcos Rocha *** Tudo por conta da retirada da máquina de asfalto cedida pela prefeitura pelo ex-governador Confúcio Moura *** Com isto, os tucanos ficaram impedidos de pavimentar  a avenida Calama que dá  acesso ao conjunto Cristal e ao setor chacareiro pela avenida Raimundo Cantuária *** A primeira pesquisa Ibope  pode sinalizar polarização entre o prefeito Hildon Chaves (PSDB) e Vinicius Miguel (Cidadania em Porto Velho *** Mas considerando que sempre temos efeito manada fora da polarização por aqui, um deles pode ficar de fora do segundo turno.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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