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Carlos Sperança

Fazendo as contas e a expansão urbana em Porto Velho


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Biofábrica e abelhas

É impossível avaliar como viveriam os homens sem as abelhas, mas pode-se imaginar que estaríamos desprovidos de bilhões de pequenas operárias atuantes na polinização de plantas que fornecem importantes alimentos. As espécies de abelhas mais úteis aos homens, entretanto, estão ameaçadas de extinção por causas que variam entre transformações ambientais e maus costumes humanos. O mesmo, em escala macro, pode ser dito sobre a Amazônia. Nesse caso, quando um projeto humano foca ao mesmo tempo preservar as abelhas e favorecer a floresta temos um nicho de excelência, exemplar e digno de nota.

Há 244 espécies de abelhas já catalogadas no Brasil, 110 delas aproveitadas pelo Instituto Tecnológico Vale na Biofábrica de Abelhas Indígenas de Carajás, iniciativa que multiplica os ninhos de abelhas nativas e facilita sua criação e aproveitamento, levando em conta o papel que elas exercem, primeiro na produção de alimentos amazônica, polinizando plantas nobres como o açaí, o guaraná e a castanha do Pará, e, não menos importante, colaborando com a agricultura de várias formas.

De forma direta, esses operosos insetos fornecem um mel que dependendo da espécie produtora tende a apresentar qualidade e valor até dez vezes superior ao mel recolhido em condições comuns e sem maior atenção. Dez vezes mais naquilo que mais importa – o rendimento – merece respeito e atenção.

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Volta em julho

O senador Marcos Rogério (PL-RO) volta em julho da sua licença solicitada no Congresso Nacional que proporcionou seis meses de mandato para seu suplente Samuel, aquele dos precatórios, que ingressou no PSD. Praticando fidelidade canina ao ex-presidente Jair Bolsonaro, não se revoltou por ser chutado do comando do PL rondoniense, agora sob o comando do senador Jaime Bagatolli (Vilhena) e dos deputados federais Silvia Cristina (Ji-Paraná) e Coronel Chrisostomo (Porto Velho). Veremos se a calmaria continuará quando souber que a legenda deve descartar sua candidatura à reeleição.

Fazendo as contas

Se a rodovia Marechal Rondon, a nossa BR 364, pavimentada em solo firme, todo ano precisa ser restaurada em vários trechos, se pode imaginar o que será o asfaltamento da BR 319, que liga Porto Velho a Manaus, com boa parte do trajeto em terreno pantanoso? As bancadas federais de Rondônia, Acre e do Amazonas precisam ser mais firmes na fiscalização das empreiteiras no asfaltamento das rodovias federais na região. O pavimento destinado as estradas do Norte é de péssima qualidade já se “esburaqueia” nas primeiras chuvas do inverno amazônico ano após ano. Milhões de prejuízo ao erário.

IBGE atrapalhado

O IBGE, todo atrapalhado, espichou o censo 2022 para o final deste mês de abril de 2023. Diante de reclamações generalizadas sobre os primeiros números divulgados no início do ano em várias regiões do Brasil –em Rondônia são 26 municípios que se dizem prejudicados com a contagem censitária – teremos mais algumas semanas para a repescagem que ocorre nos municípios que se consideram no prejuízo. Como se sabe, a distribuição do rateio dos tributos federais, como o ICMS decorre do número de habitantes de cada municipalidade brasileira.

Terminal provisório

A prefeitura de Porto Velho vai agilizar as obras no antigo terminal de passageiros coletivos e onde funciona a Feira do Produtor para instalar provisoriamente a sede do terminal rodoviário de Porto Velho até a conclusão da construção da nova rodoviária da capital que funcionará no mesmo local destinado a quase 40 anos. É mais fácil galinha criar dentes que do que a rodoviária provisória funciona dentro de 30 dias. Tem muita coisa para se fazer e ainda torcer para que não ocorra uma cheia do Rio Madeira que pode mudar todo o planejamento previsto.

Expansão urbana

A expansão urbana em Porto Velho se expande no setor chacareiro com as propriedades retalhadas em terrenos urbanos e depois da ponte sobre o Rio Madeira, as margens da rodovia 319. Trata-se de um crescimento desordenado com áreas não tituladas inibindo o poder público de investir em melhorias paras as comunidades que estão surgindo nos últimos anos. Alvo de muitas invasões nas últimas décadas, o município de Porto Velho padece até hoje para dotar as áreas invadidas de infraestrutura. Mesmo assim a pavimentação se estendeu a bairros distantes, como no Ulisses Guimarães.

Via Direta

*** Com forte presença em Rondônia, o Grupo Gazin, com sede no Paraná, projeta grande expansão em Rondônia nos próximos anos.  A capital, Porto Velho será bem aquinhoada no projeto *** Também o Shopping da capital anuncia expansão com a construção de uma torre onde vai funcionar uma unidade do Hotel Ibis, uma das cadeias hoteleiras mais importantes do país *** Projetos que animam a população local que foi afetada nos últimos anos com fechamentos de hotéis, restaurantes e tantos estabelecimentos comerciais de outros ramos de atividade *** Porto Velho entrou o primeiro semestre com o comércio varejista em baixa. As queixas se multiplicaram nas últimas semanas.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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