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Carlos Sperança

Perturbação da ordem e a CPI das ONGs


Perturbação da ordem e a CPI das ONGs - Gente de Opinião

Perturbação da ordem

Fake news é crime de perturbação da ordem. Robôs e oportunistas usam as big techs para espalhar propagandas, que são legítimas, mas também informações falsas que causam tumulto, abalam a economia e disseminam ódio. É urgente separar a publicidade legítima das malícias destrutivas, banindo a toxicidade para não desmoralizar a internet.

A informação falsa mais renitente é a de que a Amazônia foi vendida. Países e reputações sofrem ataques há décadas por essa falsidade, cujas variações têm o propósito de dividir a população e prejudicar a união nacional. A mais recente sugere que o presidente Lula “vendeu a Amazônia” a estrangeiros. Já haviam dito o mesmo sobre Dilma e o ex-presidente Jair Bolsonaro foi acusado de oferecer a Amazônia aos EUA e ao Japão.

O nacionalismo fake prejudica os verdadeiros patriotas. Aceitar a fraude e a distorção como verdades derruba a respeitabilidade de quem repassa mentiras quando elas são descobertas. A única verdade é que a compra e venda de pedaços da Amazônia é prática legal do dia a dia.

Até conceder terras públicas com mais de 2.500 hectares, a depender de aprovação do Congresso Nacional. No caso de terras privadas em que um dos participantes for estrangeiro, a área vendida não pode ser maior do que 100 módulos fiscais. Claro, há quem drible a lei, mas aí já é um caso de crime a punir.

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Novo campeão!

O município de Apuí, do sul do estado do Amazonas, é o novo recordista de desmatamento no Brasil. Aquela região foi colonizada por migrantes saúvas rondonienses que já tinham grande experiência nos desmates, derrubadas e queimadas. Com terras férteis, hectares já bem valorizados com fazendas bem constituídas, segue por lá, a cerca de 400 quilômetros de Porto Velho, o desembarque de agricultores do sul do país, principalmente gaúchos, paranaenses, mineiros e capixabas. Quando junho e julho chegar, com as queimadas, lembrem que parte da fumaçada por aqui virá de lá, juntando com as grossas camadas de fumaça daqui e do Acre.

Blitz na segurança

Com sucessivas operações policiais, as autoridades de segurança buscam reprimir a criminalidade que tomou conta de Porto Velho, onde reina a insegurança depois que as facções criminosas começaram embates pela disputa do poder a partir dos grandes conjuntos habitacionais, que são o Orgulho do Madeira, Morar Melhor, Cristal da Calama. As comunidades estão tomadas pelos traficantes, ladrões e assaltantes. Na região central, onde o centro histórico agoniza, a preocupação é com os drogados e suas cracolândias. Temos um coquetel explosivo pela frente, mas até enxugar gelo neste momento é um refrigério.

Hospital regional

É justa a luta da atuante deputada estadual Claudia de Jesus (PT-Ji-Paraná) pela construção de um hospital regional em Ji-Paraná, a segunda maior cidade rondoniense. Infelizmente, a mobilização não será suficiente para a obra sair a curto prazo. O governo estadual está empenhado na conclusão do hospital regional de Guajará Mirim, recém começou o gigantesco Heuro na capital, não dá conta de atender as necessidades do hospital regional de Cacoal, tampouco as exigências de Vilhena nas regiões de São Francisco, no Médio Guaporé e Extrema na Ponta do Abunã. Mas não está morto quem peleia, como dizem os gaúchos.

CPI das ONGs

No Congresso Nacional, a CPI das Ongs, defendida pelo senador Plinio Valério (PDB-AM) deve ganhar corpo com apoio da direita rondoniense. O parlamentar amazonense quer acelerar as investigações em torno das entidades ambientais, que segundo ele recebem horrores de recursos para denegrir a imagem da região amazônica. Algumas Ongs, no entanto, se dedicam a defender as reservas dos índios ianomâmis e denunciar as áreas de garimpo ilegal em Roraima, Amazonas e Rondônia. Os garimpos são defendidos pelos governadores da região, mesmo com os garimpeiros espalhando mercúrio e causando epidemia de câncer na região.

Desvios na saúde

A cada ano estão ficando mais corriqueiros os desvios de recursos na saúde pública, seja na esfera federal, estadual ou nos municípios. Com os vereadores cooptados pelos prefeitos, deputados estaduais fechados com seus governadores e a base aliada do governo federal fechando os olhos, vivenciamos no pais um colapso na saúde pública. Seja em Rondônia, ou no Maranhão a situação é periclitante. Com isto resta a sociedade fiscalizar e botar a boca no trombone para mudar esta situação tão aflitiva decorrente de tantas rapinagens pelo País afora.

Via Direta

*** Novo presidente estadual do PL, o senador Jaime Bagatolli abre reuniões nos diretórios municipais para controlar as comissões executivas dos municípios, a maioria até então sob domínio do agora rival senador Marcos Rogério ***Alguns ex-deputados estaduais de Porto Velho que perderam a eleição no ano passado vão tentar cadeiras na Câmara Municipal de Porto Velho no pleito do ano que vem *** Vai ser briga de foice no escuro. Por isto os edis da capital estão atentos aos movimentos dos seus predadores e já marcando território com sessões itinerantes pelos distritos *** Na opinião dos lojistas a economia ainda não reagiu. As vendas foram fracas em abril e permanecem assim neste início de maio na capital rondoniense.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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