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Carlos Sperança

Projeto arriscado de Hildon + Constituição e bioeconomia + Obras paralisadas + Os aposentados


Projeto arriscado de Hildon + Constituição e bioeconomia + Obras paralisadas + Os aposentados - Gente de Opinião

Constituição e bioeconomia

Lançado em março pelo Instituto de Engenharia, o caderno especial “Amazônia e Bioeconomia” é uma leitura obrigatória para quem pretende lucrar mais explorando a Amazônia sem piorar a imagem do Brasil no exterior, em prejuízo de investimentos, turismo e acesso de nossos produtos a mais mercados. A incapacidade de ganhar mais explorando bem o que já possui não é vontade divina: é deficiência humana.

Defender a Constituição e suas regras democráticas é um imperativo político, mas precisa ser também a regra do jogo para a economia amazônica. Basicamente, a Carta Magna traça as linhas gerais da política para a região em seu Artigo 225.

Constituição bem detalhada – só a da Índia é mais extensa que a nossa – a Carta Magna trata de direitos e deveres. No caso da Amazônia, “todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida”. Mas todos – poder público e coletividade, pessoas, empresas e instituições – têm “o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”. Felizmente, a bioeconomia tem a receita para escapar de vez do crime de prevaricação e da acusação de criar o apocalipse climático.

Combinado com as diretrizes constitucionais, o caderno “Amazônia e Bioeconomia” pode formar uma espécie de Bíblia para o desenvolvimento da região em benefício do Brasil.

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Obras paralisadas

Em todo o País se somam 19 mil obras federais paradas. Dentro deste contexto, também Rondônia padece com tanta paralisação, mas tem a comemorar a conclusão da ponte do Rio Madeira no Abunã, já concluída e buscando data na agenda do presidente Jair Bolsonaro para sua inauguração. Já, a Br- 319, que liga Porto Velho a Manaus, teve um trecho liberado para licitação, o que também é um avanço na região. No entanto, a Usina Hidrelétrica de Tabajara, em Machadinho do Oeste, sequer teve seu pontapé inicial, com tantos entraves ambientais.

Os aposentados

Alguns deputados federais que fizeram história em Rondônia já se aposentaram, mas se estivessem na ativa estariam prestando grande contribuição ao estado com a experiência adquirida em seus respectivos mandatos. São os casos de Assis Canuto (DEM), Mirandinha (atualmente no PT) e Edison Fidelis (PP), de Ji-Paraná: Francisco Sales (MDB) em Ariquemes, José Guedes (PSDB) e Carlinhos Camurça (PP) em Porto Velho. Aproveito para render as minhas homenagens aos federais já falecidos como Arnaldo Lopes Martins, Moisés Bennesby, Antônio Morimoto, o inesquecível Chiquilito Erse, entre tantos outros.  

Fazendo as contas

Temos duas candidaturas ao Centro Administrativo do Estado em Porto Velho precisando refazer as contas para chegar ao provável segundo turno da eleição 2022. O primeiro caso é do deputado federal Leo Moraes (Podemos), brilhante parlamentar, um jovem cacique em ascensão na política estadual. Ninguém discute sua força na capital, o problema é a falta de bases do parlamentar no interior do estado até para alcançar o segundo turno. Ainda não tem. Vai ter que acelerar o passo e comer mais feijão na roça.

Projeto arriscado

Da mesma forma, vejo também como um projeto arriscado a tentativa do prefeito Hildon Chaves (PSDB) deixar o Prédio do Relógio para a peleja estadual. O tucano vem de duas vitórias seguidas, se consolidando como grande liderança, mas também não tem paliçadas no interior de Rondônia, aonde estão localizados dois terços do eleitorado do estado. Considerando que o candidato para chegar ao segundo turno tem que ganhar bem em casa, e o eleitorado daqui vai estar dividido com Leo Moraes e Marcos Rocha, não vejo protagonismo estadual para o tucano. Vai depender muito de alianças, algo aliás, que faz com muita competência.

Duas em uma

Cá com meus botões e a mania de fazer ilações e projetar o futuro mais adiante, acredito ainda que as candidaturas de Hildon Chaves (PSDB) e de Marcos Rogério (Democratas) vão se fundir, se transformando numa só em 2022, com Marcos Rogério ao governo, Mariana Carvalho a vice e Hildon Chaves ao Senado. Não duvido que estas costuras estejam em andamento, já que neste caso Rogério se livraria do apoio incomodo de Expedito e ao mesmo tempo reforçaria bem suas paliçadas, onde seu nome tem mais resistência, pois, já se sabe desde já que seu calcanhar de Aquiles é a capital do estado.

 

Via Direta

*** As candidaturas ao Senado para 2022 já vão se movimentando pelo estado: Jaqueline Cassol (PP), Expedito Junior (PSDB), Daniel Pereira (Solidariedade), Balatoli (Vilhena), Cujui (PT) *** As lojas de materiais de construção e supermercados continuam bombando as vendas *** Durante a semana as lojas de eletrodomésticos na capital também se deram bem:  as redes Gazin e Novalar na frente *** Os atacadões que abastecem os mercadinhos de bairros também não tem o que se queixar. Até as cartelas de ovos precisaram de reposição nas prateleiras *** O que preocupa mesmo em Porto Velho foi a nova abertura para o coronavirus tomar conta de vez. Lockdows meia boca, igual   mais tragédia e mortandades. 

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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