Sexta-feira, 12 de outubro de 2007 - 16h28
Nada contra a construção de prédios na cidade. O desenvolvimento é sempre bem-vindo. Mas as obras não podem ser tocadas assim na “orelhada”. Pensando bem, podem, pois ninguém se importa, nem Prefeitura, nem Crea, nem Ministério Público. Nada se vê, por exemplo, de ação contra a irresponsabilidade com a qual começou a ser tocada a construção de um prédio de 20 andares bem ali, na rua Pio XII, exatamente atrás da Delegacia Estadual da Fazenda. Começaram a abrir um buraco para a construção do subsolo e escavaram até a linha da calçada. Resultado, desabou tudo. A enorme cratera ganhou vida e saiu comendo tudo em volta. Ontem, pela manhã, operários derrubaram o muro já condenado nos fundos do terreno. A Calçada lateral também já foi. Se as chuvas se intensificarem a rua vai literalmente pro buraco. Pior é que não há qualquer placa relativa à obra no local. Ninguém sabe quem é o proprietário ou o engenheiro responsável. É só aquele buraco imenso. Se cai um carro ali, quem poderá ser responsabilizado? E o Zé Carlos Sá ainda fica reclamando de um buraquinho de nada da Caerd lá na frente dos escritórios de Furnas.
Li, num dos muitos sites que visito diariamente, que (o deputado) “Tiziu quer a extinção da dívida do Beron”. Cá entre nós: eu também. E há mais uma similitude entre minha opinião e a do ilustre deputado: nosso poder de influir na questão é absolutamente nenhum.
Raupp
Foi, no mínimo, corajoso o senador Valdir Raupp ao afastar da Comissão de Constituição e Justiça os senadores Pedro Simon e Jarbas Vasconcelos, duas referências e reverências, duas unanimidades no Senado e no PMDB. Raupp foi, porém, muito mais corajoso ao admitir com humildade o erro cometido e oferecer novamente os cargos aos colegas. Atitude que passa longe daquilo que pratica o senador Renan Calheiros. Resta saber se Simon e Vasconcelos vão demonstrar serem realmente grandes, aceitando voltar.
Um ligeiro impasse em meu relacionamento comercial com a Caerd (a empresa insistia em receber as contas e eu em não pagar) resultou no corte do fornecimento e em minha capitulação. Ao procurar o setor comercial para discutir a dívida fui informado por uma funcionária, aparentando surpresa, que meu caso era de “supressão total”. Pensei comigo: tô perdido. Parece fim do caminho, coisa sem volta, algo como perda total em acidente de carro, nunca mais! Para meu alívio, quando parecia que todo o mundo me olhava acusadoramente, descobri que era afinal possível reverter o quadro. Era só quitar o débito. Ufa!
Depende só da agenda do ministro dos Transportes o início das obras da ponte sobre o rio Madeira no distrito de Abunã. É que Alfredo Nascimento faz questão de assinar pessoalmente no local a ordem de serviço para que seja colocado um ponto final naquela novela que se arrasta há anos. Por uma questão de justiça, o deputado Moreira Mendes deveria ser convidado a participar do evento.
A outra ponte sobre o Madeira, no final da avenida Costa e Silva (ou Migrantes, ou Imigrantes, ou BR-319) está perto de sair. É possível que a licença de instalação a ser concedida pela Sedam seja concedida até o fim deste ano. Também nesse caso, Moreira Mendes merece ser lembrado pelo que fez em favor da obra.
Mas quem tem tudo para comemorar é o superintendente regional do DNIT, José Ribamar Oliveira, sob cuja administração as coisas estão acontecendo em ritmo acelerado nas rodovias federais rondonienses.
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