Terça-feira, 21 de fevereiro de 2012 - 12h21
Desempenho
Um estudo recente conduzido pela Universidade Federal de São Paulo (UniFeSP) mostrou que cada brasileiro caminha em média 1.440 KM ao ano. Outro estudo, feito pela Associação Médica Brasileira (AMB), mostrou que o brasileiro consome, em média, 86 litros de cerveja por ano.
A conclusão é animadora: O Brasileiro faz 16,7 km por litro !!! (enviado pelo amigo Alcebíades Flávio).
A propósito
A pesquisa mostra que, efetivamente, a AMB está preocupada com o consumo per capita de cerveja pelos brasileiros, por que só Deus sabe. Será que o consumo reduzido – 86 litros por ano é um índice absurdamente baixo: alguns amigos meus superam de longe essa marca em um mês – reduz também a clientela? Vai saber.
Preocupação
Não é, porém, apenas a cerveja o objeto da preocupação dos médicos. Li no jornal dia desses que o Cremero continua preocupado com os médicos brasileiros formados em outros países da América do Sul, especialmente na Bolívia. Em reunião com o deputado Marcos Rogério, a diretoria do órgão rechaçou com veemência qualquer possibilidade de apoiar a flexibilização da revalidação dos diplomas.
Mercantilismo
O Cremero argumenta com a morte de várias pessoas que se submeteram a tratamento na Bolívia para sentenciar que os médicos do lado de lá do rio Mamoré não tiveram boa formação e que o governo boliviano não fiscaliza as faculdades, que estariam “mercantilizando” o ensino.
Procura
Pera lá! Tem alguma coisa muito errada nesse raciocínio. O que o Cremero disse sobre a Bolívia pode ser mais apropriadamente aplicado no Brasil. Os estudantes recorrem às faculdades dos países vizinhos pressionados pela falta de vagas nas federais e pelos preços proibitivos praticados nas particulares brasileiras. Que são menos fiscalizadas do que os jovens médicos que buscam a revalidação dos diplomas.
Cuidado
O Cremero deveria ser mais cuidadoso ao criticar o gramado do vizinho, quando o próprio quintal está uma verdadeira capoeira. De que se pode classificar, afinal, a prática já disseminada em todo o território nacional de cobrar pelo tratamento de clientes do SUS? Os rondonienses já estão acostumados a procurar os médicos bolivianos pois lá os custos não são astronômicos e os preços dos mecidamentos idem. Com relação à morte de pacientes, vale lembrar que aqui se morre aos montes nos corredores dos hospitais públicos por falta de atendimento. Tô mentindo?
Reserva
Tudo bem que o Cremero se preocupe com a reserva de mercado. Mas seus diretores deveriam, pelo menos, pegar mais leve na hipocrisia.
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