Sexta-feira, 8 de junho de 2012 - 18h19
Euclides Maciel foi injustiçado:
cafetinagem é coisa antiga na política
Leitor exibe velho arquivo para mostrar que o compadrio da prostituição é muito anterior à Casa da Dinda, do redivivo Collor. Outras casas, como a dos marimbondos, comandada por Zé Sarney, e a da mãe Joana, presidida pelo matalúrgico Marco Maia, continuam “operando” (taí uma palavra que não escapa à indiscrição vocabular das escutas já institucionalizadas) com imputidade total. Esclareço: imputidade é a chamada “blindagem” de alguém contra o qual nada pode ser imputado, ou seja, “nada pega”, como diz o bom politiquês.
Mas vamos lá. O arquivo mostra a revolta dos parlamentares que foram chamados de “deputados de programa’ em um quadro do Casseta & Planeta. Nele, uma prostituta fica indignada quando lhe perguntam se ela é deputada. Na época o então procurador Ricardo Izar (PMDB-SP) foi cobrar providências à Rede Globo, argumentando inclusive que duas deputadas chegaram a chorar quando assistiram ao programa. A Globo preferiu não se manifestar, mas a equipe do programa soltou a seguinte nota de esclarecimento:
“Foi com surpresa que nós, integrantes do Grupo Casseta & Planeta, tomamos conhecimento, através da imprensa, da intenção do presidente da Câmara dos Deputados de nhos processas por causa de uma piada veiculada em nosso programa de televisão. Em vista disso, gostaríamos de esclarecer alguns pontos:
1 – Em nenhum momento tivemos a intenção de ofender as prostitutas. O objetivo da piada era somente comparar duas categorias profissionais que aceitam dinheiro para mudar de posição.
2 - Não vemos nenhum problema em ceder espaço para o direito de resposta dos deputados. Pelo contrário, consideramos o quadro muito adequado e condizente com a linha do programa.
3 – Caso se decidam pelo direito de resposta, informamos que nossas gravações ocorrem às segundas-feiras, o que obrigará os deputados a interromper seu descanso".
Fonte: Blog do CHA
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