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Gente de Opinião

Carlos Sperança

Baita chororô - Por Carlos Sperança


A vergonha nacional

Em recente reunião da Suframa, o governador de Rondônia Daniel Pereira levantou um dos mais vergonhosos problemas brasileiros: a importação de peixes, cuja produção tem em Rondônia um exemplo de qualidade e eficiência. O Brasil importar peixes é tão vergonhoso quanto seria o deserto do Saara importando areia.

Pode-se até justificar a importação de quinquilharias tecnológicas do Oriente, mas é duro de engolir a importação de peixes, com tantas águas e variedades. Não faz sentido a nação que já foi qualificada de “celeiro do mundo” importar alimentos quando.

“Plantar” peixe também dá, mas isso requer uma política agroindustrial bem definida. Não se pode raciocinar sobre desenvolvimento a partir de blocos estanques e isolados: as cadeias de produção constituem-se em redes que se interligam e amarram todas as pontas, dos insumos e da produtividade ao escoamento e acesso aos mercados consumidores – e tudo passa por cuidados com a infraestrutura e a base industrial.

A Amazônia tem plenas condições de realizar um salto ainda maior na produção de peixes, em condições de fornecer bons exemplos para as demais regiões e contribuir para pôr fim a mais essa deficiência que envergonha o Brasil.
 


Baita chororô

Baita chororô - Por Carlos Sperança - Gente de Opinião

Os deputados estaduais derrotados choraram as lágrimas em abundância na sessão de terça-feira no Poder Legislativo. Era tanto chororô, que até o nível do Rio Madeira subiu, face ao surgimento de um igarapé de lágrimas formado no plenário da ALE, descendo ao Madeirão, que fica ali perto. A capital perdeu dois representantes de qualidade, Hermínio Coelho e Ribamar Araujo.


Uma gangorra

Numa verdadeira gangorra provocada por uma chuva de recursos algumas cadeiras a Assembleia Legislativa ainda estão sujeitas a mudanças. Alguns deputados eleitos estão com noites insones de tanta preocupação, os possíveis beneficiados com as alterações de recontagem vibrando com a possibilidade de uma reabilitação. A expectativa para definições é angustiante de lado a lado.


A bala de prata

Os tucanos de Rondônia ainda não encontraram uma bala de prata, aquela definitiva, que abate o adversário numa campanha política. E a situação só continua piorando para o candidato da passarada por conta da proibição de usar o nome de Bolsonaro em Rondônia. O capitão presidenciável ultrapassou os 70 por cento de intenções de votos no estado e esta levando junto Marcos Rocha.


A neutralidade

Acusados de apoiar Marcos Rocha, os Raupps –Valdir e Marinha – que saíram chamuscados do pleito deste ano, anunciaram neutralidade neste segundo turno. No primeiro eles afundaram Maurão de Carvalho e quase levaram para o abraço dos afogados Confúcio Moura. Pouca gente sabe, mas Expedito foi discípulo dos Raupps no inicio de sua carreira e depois se voltou contra seus os criadores.


Jogo de estratégia

Nos primeiros dias de campanha neste segundo turno os candidatos ao governo estadual Marcos Rocha (PSL) e Expedito Junior (PSDB) tiveram estratégias diferentes. Marcos Rocha investiu na região da 429 (entre Presidente Médici e Costa Marques) e no Cone Sul rondoniense, Expedito Junior reforçou as paliçadas na capital, com os aliados Mariana Carvalho e o prefeito Hildon Chaves e Marcos Rogério.



Via Direta

***Finalmente a Caerd começou a combater os vazamentos de água na capital. São dezenas espalhadas pela cidade *** Vai começar o inverno com as tradicionais alagações e as obras paradas na região amazônica *** È uma época ruim para os alcaides, cujas mãezinhas são maltratadas pela população *** Neste segundo turno Rondônia não terá visitas de presidenciáveis *** Pelo menos não existe nada programado para os próximos dias *** O campo de batalha será o Sudeste.  

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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