Sexta-feira, 10 de março de 2017 - 21h01
A careca refrigerada
O governador Confúcio Moura (PMDB) entra no seu terceiro ano do seu segundo mandato, com menos recursos do que na sua gestão anterior, mas mantendo a eficiência. Graças a uma administração austera, o mandatário tem garantido o pagamento em dia dos servidores estaduais e a regularidade nos compromissos com os fornecedores.
Antes de ser governador, Confúcio mesmo com suas esquisitices filosóficas, já tinha se consagrado como o grande prefeito de Rondônia na década passada, sendo eleito e reeleito em Ariquemes, feudo do clã Amorim, que durante muitos anos tinha imposto duras derrotas ao careca que ora nos governa. Sobre sua carequice Confúcio, recentemente filosofou que é uma boa. “Refrigera o cérebro”, disse em seu blog, bem humorado.
Para não deixar a peteca cair, Confúcio conta os trocados para manter as contas em dia, dizem os assessores próximos. Aliás, seu último recado para os servidores que precisam viajar a serviço é que aguardem as promoções das companhias aéreas...
O modelo prisional
Recente levantamento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aponta que um em cada três presos no Brasil aguarda julgamento. O País já tem a quarta maior população carcerária do mundo, apenas atrás da China e dos Estados Unidos - e com tendência de crescimento, se alguma medida não for tomada com urgência.
Em pronunciamento no Congresso, o senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) defendeu uma reavaliação profunda do modelo prisional brasileiro, que esta falido e ultrapassado. Ele pediu urgência a Câmara dos Deputados para a votação do projeto da audiência de custódia, de sua autoria, já aprovado no Senado.
Alguma coisa já tem sido feita para melhorar a situação, como as antecipações de audiências e os mutirões da justiça para acelerar os julgamentos. Mas conforme o autor da proposta, tudo pode cair por terra se não houver uma revisão do modelo de encarceramento. Ele cita ainda o fator das drogas que tem aumentado a população carcerária brasileira.
A correção de rumos
O político já tem uma imagem deteriorada perante a opinião pública e é considerado capaz de praticar as maiores crueldades possíveis, já que reiteradamente é considerado pertencente a uma classe sem escrúpulos. A Operação Lava Jato tem mostrado claramente o que o político faz em Brasília, enquanto que pelos estados outros tantos desviam recursos de obras e até chegam a superfaturar a merenda escolar.
Mas na carreira de um político não tem coisa pior do que ser acusado de prejudicar um Hospital de Câncer, caso em que foi vítima a Fundação Pio XII, que ergue o Hospital da Amazônia, idealizado por um dos empresários de maior credibilidade do país, que é Henrique Prata. O casal Raupp foi acusado de prejudicar o Hospital do Câncer e com isto a credibilidade da dupla foi seriamente atingida por este erro de avaliação e já está pagando caro com o desgaste de imagem.
Com o fardo da rejeição nas costas o casal corre contra o prejuízo. Nos últimos dias a deputada Marinha fez anunciar seu apoio ao Hospital em encontros mantidos com o Ministro da Saúde e com o presidente Temer. É uma correção de rumos.
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