Terça-feira, 30 de outubro de 2018 - 21h20
Um guerreiro na selva
A presença de pelo menos um grande expert em assuntos amazônicos na equipe de transição do presidente eleito, Jair Bolsonaro, pode ser um sinal alvissareiro de que a região pode esperar um tratamento mais adequado no tocante à infraestrutura.
Atribui-se um grande peso na formulação da estratégia do futuro governo ao general Oswaldo Ferreira, que ao chefiar o Comando Militar do Norte se declarou um “guerreiro de selva”.
Focado em questões essenciais como energia, estradas prioritárias e meio ambiente, caso venha efetivamente a ser designado para o Ministério dos Transportes tem tudo para começar marcando bem a gestão retomando obras paradas, como a BR-163, que de cujo início ele participou.
No entanto, se um presidente não governa sozinho, ganhar a opinião pública para sua agenda e se submeter à mediação judiciária, um ministro também não depende só de sua pasta e de boa vontade: as relações interministeriais serão fundamentais para seu sucesso.
Se o Ministério contar com outros membros que amem e compreendam tão bem a Amazônia quanto o general Ferreira é bem possível que o futuro seja menos assustador do que pareceu inicialmente aos ativistas ambientais e aos derrotados na eleição.
A palavra de ordem

A palavra de ordem dos governadores
eleitos pelo PSL, em Rondônia, Santa Catarina e Roraima é despolitizar
os governos estaduais. Na velha política, com as composições
partidárias, os caciques indicam aliados aos cargos de confiança para
fazer negociatas e arrecadar para seus partidos. Em Rondônia a
despolitização será um desafio. Os deputados estaduais já estão à
espreita para indicar secretários.
As suplementares
Passado
o segundo turno da eleição ao governo estadual em Rondônia, as
atenções da classe política se voltam para dois temas importantes neste
final de ano, sendo que na Assembleia Legislativa trata-se da votação do
orçamento 2019. Já, no interior do estado teremos a realização das
eleições suplementares a prefeitos em dezembro nos municípios de Rolim
de Moura e Pimenta Bueno.
As situações
Com
a cassação dos mandatos dos prefeitos de Rolim e Pimenta (neste caso,
prefeita) os interessados começam a formar as chapas para um mandato
tampão a ser cumprido até 2020. As duas municipalidades vivenciam
situações distintas, já que a gestão de Rolim de Moura esta enterrada em
dividas desde a renúncia do ex-prefeito César Causou. Pimenta, pelo
menos, esta melhor arrumada.
Mais um ditado
Como
existe aquele ditado sempre lembrado pelo tucano Expedito Junior, dando
conta que “diga-me com quem andas, direis quem tu és”, com a
avalassadora derrota no segundo turno – a maior diferença de todos os
tempos entre candidatos ao governo – muitos começam a se afastar do
grande perdedor de 2018. Assim é a política, amado quando favorito, e
desprezado quando derrotado.
A retomada
O
governador Daniel Pereira (PSB) e o presidente da Assembleia
Legislativa Maurão de Carvalho (MDB) lideram o movimento para a retomada
dos vôos da empresa aérea Gol suspensos no aeroporto internacional
Jorge Teixeira, causando mais prejuízos a capital rondoniense nestes
tempos de crise. A expectativa dos comerciantes e empresários é que a
medida seja revertida.
Via Direta
*** Muitos candidatos com baita estrutura, tubularam gloriosamente na peleja da Assembleia Legislativa *** Willians Pimentel, Carlinhos Camurça e Neiva de Carvalho foram alguns deles *** A retomada da dragagem do Rio Madeira deverá ser prioridade do governo no ano que vem *** Outra obra em passos de tartaruga é a ponte sobre o Rio Madeira na região do Abunã *** A construção da Usina Hidrelétrica de Tabajara é a grande esperança de um novo ciclo de progresso em Machadinho.
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