Sexta-feira, 30 de junho de 2017 - 23h50
Haja drogados!
Ainda na década de 80, a então deputada federal Raquel Cândido dizia que a maior parte da população de Rondônia estava envolvida diretamente ou indiretamente com drogas. Na mesma década foi desenvolvida a Operação Excentricc, pela Policia
Federal, destinada a combater o narcotráfico no estado com apreensão de aviões, carros de passeio caminhões e embarcações dos chefões dos cartéis e logo em seguida despontou a “bancada do pó.”
Por tudo isto, mais a estatística de que 70 por cento dos presidiários estão envolvidos com drogas, não chegou a ser surpresa o levantamento da SEPOAD sobre a existência de 679 mil usuários de drogas em Rondônia, o que representa quase 40 por cento de uma população de 1.880.000 habitantes.
Embora haja indícios nas ruas, nos presídios, nos hospitais de que o percentual de consumidores de drogas seja elevado em Rondônia, eu me permito a duvidar das estatísticas oficiais divulgadas. Mas o problema dos entorpecentes tem se agravado e isto pode se ver até na chegada das drogas nas aldeias indígenas e comunidades quilombolas.
O canibalismo na capital
Com seus quase 320 mil eleitores, o município de Porto Velho tende nas eleições de 2018 a sofrer seu maior processo de canibalização desde as primeiras eleições gerais de 1982, com tantos candidatos à Câmara Federal. A ferrenha disputa na capital poderá reduzir a
representatividade local, com a fragmentação do eleitorado beneficiando os postulantes dos principais pólos regionais do interior do estado.
Na peleja pelas oito cadeiras à Câmara dos Deputados, além dos atuais representantes Mariana Carvalho (PSDB), Lindomar Garçon (PRB) que pleiteiam a reeleição, tem a deputada Marinha Raupp (PMDB-Rolim de Moura) que conta com forte reduto na capital. E entram como poderosos predadores dos atuais representantes, Leo Moraes que esta ingressando no PPS, o ex-prefeito Mauro Nazif (PSB), Hermínio Coelho (PDT), entre tantos.
Com todo mundo fazendo as contas e com algumas novas acomodações partidárias em andamento, fica difícil de falar em favoritismo, embora se acredite que Mariana (PSDB) e Léo Moraes (PPS) larguem na frente nesta corrida maluca.
Projeto nasce hoje
Um novo partido esta surgindo hoje, com o lançamento em Brasília, da sigla denominada PODEMOS, que substituirá o nanico PTN, levando boa parte das lideranças do Partido Verde -PV e contingentes do PSB. A nova legenda já nasce com um pré-candidato à presidente da República, o senador Álvaro Dias que já esteve no PMDB e no PSDB e conta com a adesão senador Romário (RJ) que entra na agremiação já com pinta de postulante ao governo do estado do Rio de Janeiro.
O presidenciável do PODEMOS, Álvaro Dias, antes de ser senador foi deputado estadual, federal e governador do Paraná. Ele despontou como um dos deputados estaduais mais votados do PMDB na década de 70, quando era apresentador de TV. Teve uma trajetória política rápida, e assim como no Rio de Janeiro onde terá Romário candidato ao governo, possivelmente terá seu irmão Osmar Dias postulando o governo do Paraná. Dois bons puxadores de votos, em estados importantes.
Dias se coloca como alternativa as candidaturas já postas como as de Lula, Ronaldo Caiado, Marina Silva, Jair Bolsonaro, Geraldo Alckmin, entre outros menos votados.
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