Quarta-feira, 4 de julho de 2018 - 21h26
A pretensão americana
Em clima de Copa do Mundo, o brio verde-amarelo viu-se ferido com o apetite do vice-presidente Mike Pence por usar a base de lançamentos de Alcântara para satélites comerciais de baixa órbita, velho sonho dos EUA.
Nacionalistas brasileiros, civis e militares, não vêem com bons olhos essa pretensão. Preferiam que o governo colocasse em prática efetiva o Programa Espacial Brasileiro, dando assim mais orgulho à pátria.
Por falta de atenção às suas necessidades, a Agência Brasileira vive um longo “esqueceram de mim”, criando condições para a pretensão da Nasa. O episódio reforça a urgência de pensar melhor sobre nosso espaço.
Pensava-se que a globalização varreria os nacionalismos, mas isso não aconteceu: os partidos nacionalistas, controlados pela direita, colhem vitórias sucessivas depois da ascensão de Trump ao governo dos EUA. Em sentido contrário, o descaso com o Programa Espacial e a AEB demonstra que os nacionalistas já não possuem tanta influência no governo.
A reação ao uso americano dos satélites que vão sobrevoar a Amazônia tem um elemento adicional: foi o time B dos EUA (o vice-presidente) que trouxe alguns presentinhos e pediu para usar Alcântara. O time A (Trump) preferiu o coreano Kim e o czar russo Putin.
Jogo de cena?
Acredita-se nos meios políticos que o lançamento do anunciado Frentão unindo Expedito (PSDB) ao governo e Marcos Rogério (DEM) ao Senado como uma baita encenação. O tucano está queimadão na praça e vem de duas derrotas seguidas ao governo. E o democrata seria suficientemente doido para encarar ex-prefeito Jesualdo fragmentando os votos na própria casa? Seria canibalismo puro.
O enquadramento
O ex-governador Confúcio Moura (MDB) já sabe que seu partido pretende enquadrá-lo para apoiar na marra a candidatura à reeleição do Senador Valdir Raupp e do presidente da Assembléia Legislativa Maurão de Carvalho ao governo do estado. Caso não concorde em acompanhar ambos na jornada 2018 a ameaça vigente é que não terá legenda para disputar o senado.
Haja ladrões
Os roubos de fios e cabos elétricos tem se espalhado por todas as regiões de Porto Velho prejudicando a iluminação pública, a captação e as redes de distribuição de água e até inúmeros moradores de estabelecimentos comerciais e residências. Lembro que em crises anteriores os índices de arrombamentos também foram enormes, mas nesta temporada a coisa passou dos limites.
Os ressentimentos
Ainda existem ressentimentos do PSB contra o ex-governador Confúcio Moura e reside ai o problema para os socialistas fecharem aliança apoiando o cacique emedebista ao Senado. O PSB que apoiou a eleição e reeleição de Confúcio se sentiu traído quando o MDB lançou Willians Pimentel contra Mauro Nazif nas eleições municipais de 2016. O caldo ainda está entornado.
A flexibilidade
No afunilamento das negociações para a montagem de chapas à Câmara dos Deputados alguns partidos padecem pela falta de flexibilidade. A grande verdade é que os candidatos de ponta, como Mariana Carvalho, Marcos Rogério, Marinha Raupp, Melki Donadon, Nilton Capixaba, Leo Moraes e Jaqueline Cassol tem dificuldades de encontrar aliados. Todo mundo receoso de apenas servir de escada aos medalhões.
Via Direta
*** A sindicalista Fátima Cleide já venceu seu primeiro desafio, unindo o PT de Rondônia em torno do seu nome na disputa ao Senado *** Numa eleição previsivelmente fragmentada ao Senado, com tantos candidatos, os petistas acreditam que com o apoio de Lula ela volte ao Congresso no ano que vem *** O PDT, que conta com dois deputados estaduais, vem reforçando a nominata para a Assembléia Legislativa.
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