Sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016 - 05h04
O efeito Sobrinho
O anuncio da volta ao palco das eleições municipais do ex-prefeito Roberto Sobrinho (PT), como
provável candidato a prefeito em Porto Velho, não deixa de ser uma surpresa nos meios políticos. Desde que foi preso, ao final do segundo mandato, acreditava-se que ele estava liquidado, mas nas eleições a Câmara Federal em 2014 alcançou em torno de 20 mil votos na capital já mostrando alguma recuperação.
Nas primeiras sondagens do ano, Mariana Carvalho, Mauro Nazif, Lindomar Garçon - e ele, Sobrinho – estavam nas primeiras colocações em intenções de votos. Com Garçon inelegível, o petista já abre entre os três em melhores condições de almejar vagas num provável segundo turno.
Como explicar esta situação de Sobrinho? O PT esta mais sujo do que poleiro, é um partido bode de bicheira para alianças - ninguém quer a legenda como parceira na capital – e o ex-prefeito foi pisoteado até o talo pelas suas malversações. Acredito que Sobrinho é um nome acima do PT e a sua regularização fundiária com mais de 20 mil imóveis regularizados e 15 mil lotes populares distribuídos ainda lhe garantem mais alguns suspiros – antes de desabar de vez - na política.
Saindo por cima
Uma decisão que deixou a classe política surpresa foi a do atual prefeito de Ji-Paraná, Jesualdo Pires
(PSB), uma liderança emergente no estado, em desistir do seu projeto de reeleição, algo considerado como favas contadas da Serra do Touro, em Colorado, as areias da Praia do Tamanduá, em Porto Velho. Por ter sido eleito com mais de 70 por cento dos votos válidos e manter bons índices de popularidade, até hoje os adversários falam em jogada política e que ao final o czar da BR voltará atrás.
Tudo indica que a decisão de Jesualdo é irreversível mesmo e a coisa já foi oficializada junto ao Diretório Municipal. Seu compromisso agora é de apoiar o vice-prefeito Marcito como seu sucessor e ao vereador Nilton César, do PSB a vice.
Jesualdo sai do cenário no final deste ano por cima da carne seca, evita um período negro e de desgaste para a classe política, e pela credibilidade alcançada, esta em condições de pleitear cargos maiores para 2018. Ele garante que volta as lides e que tenha um bom retorno.
Piratas na Amazônia
O Jornal do Commércio, de Manaus, voltou a advertir, recentemente, sobre as conseqüências para a economia da região Norte da ação dos piratas nos rios daquele estado, do Pará e Rondônia.
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O próprio presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Aquaviários do Amazonas divulgou nota cobrando mais segurança e alertando as embarcações comerciais de transporte de mercadorias e os barcos de passageiros sobre os riscos. As abordagens são violentas e em alguns casos as vitimas tem sido assassinadas.
No que tange ao Rio Madeira, com longo percurso de Porto Velho a Manaus, os alertas são de ataques principalmente no trecho entre Manicoré e Novo Aripuanã, no Sul do Amazonas. Mas sabe-se também, que no trecho rondoniense, barcaças de combustíveis e de gás já foram saqueadas nos últimos anos.
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