Segunda-feira, 25 de março de 2019 - 12h19

Somando-se acúmulo de maus sinais
que vêm desde pressões “ultraliberais” contra a Zona Franca, o desmonte de 7
portos amazônicos, denunciado pelo deputado federal Marcelo Ramos (PR), instala
um enorme ruído extra nas relações entre a região e o novo governo.
O descuido com a manutenção dos
portos afeta a vida das comunidades humildes do interior, que voltam “a atracar
no barranco”, segundo Ramos. Sem poupar outros burocratas do governo, ele mira,
sobretudo o ministério da Infraestrutura acusado de excluir a BR-319 das prioridades.
Bombeiro-mor da República, o
vice-presidente, general Hamilton Mourão, jogou sucessivos baldes de água fria
sobre os arroubos radicais do governo Bolsonaro, como na ofensiva contra a
Venezuela, na questão da embaixada do Brasil em Israel, que prejudicaria as
relações do agronegócio brasileiro com os países árabes, além de atritos com a
China, nosso principal cliente, que estaria pretendendo “comprar o Brasil”.
Como em resposta às queixas contra
o desprestígio que a região passou a ter por parte de Brasília, o general
Mourão fará na Federação das Indústrias do Amazonas palestra sobre sua
importância estratégica. Filho de amazonense, Mourão não só conhece como também
trabalhou na região. Pelo visto, os baldes novamente estarão cheios.
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Jogo de estratégia
No jogo de estratégia do projeto
de reeleição do prefeito Hildon Chaves (PSDB) já é possível constatar o
afastamento de importantes secretários ligados ao ex-senador Expedito Junior,
apontado como dono de grande rejeição na capital. Assim como Bolsonaro esta
“despetizando”, o governo central, Hildon Chaves estaria “desxpeditizando” sua
administração?
Base de apoio
O prefeito também está unificando
sua base vitoriosa da eleição passada, até seu vice Edgar do Boi (PSDC) – e sua língua ferina - já foi domesticado. Uma base suprapartidária, com mais de uma
duzia de agremiações já esta montada para o projeto de reeleição e com ela uma
nova disposição do alcaide para enfrentar o desafio. Entusiasmado, ele esta
indo a luta.
Novo cenário
E um novo cenário – com novos
personagens - esta surgindo na peleja da sucessão municipal em Porto Velho.
Além de um prefeito decidido a não entregar a rapadura para a oposição, outros
postulantes ao Paço Tancredo Neves estão surgindo. Um deles é a vereadora Elis
Regina que já tem convites de três partidos para sair do PC do B e encarar a
disputa eleitoral do ano que vem.
Construção civil
Com o lançamento de novos projetos,
a construção civil começa a dar sinais de reação em Porto Velho depois de
quatro anos seguidos de despenhadeiro. Pelo menos cinco novos edifícios de apartamentos e loteamentos estão sendo comercializados e outros tantos lançados,
mostrando pela primeira vez uma melhora no mercado imobiliário - também no
campo de vendas.
Tapas e beijos
O presidente Jair Bolsonaro sofre
com as mesmas dificuldades do governador Marcos Rocha em Rondônia, que é a
falta de dialogo com o Legislativo. Tudo precisa começar com um ministro, no
caso de Bolsonaro e de um secretário mo caso de Rocha, mais experientes –
cascudos mesmo - na politica para funcionar como interlocutores com o
Legislativo. Sem isto, Bolsonaro e Marcos Rocha estarão fadados a tapas e
beijos indefinidamente com a classe política.
Via Direta
*** A população de Porto Velho segue com o martírio da falta de eficiência do sistema de transportes coletivos *** Uma nova empresa esta surgindo para reabilitar a concessão que era tão disputada em anos passados *** Dividido em dois grupos, os irmãos Gonçalves tem uma fatia saudável ampliando os negócios e outra afundando já fechando cinco unidades na capital rondoniense *** Um dos desafios do próximo prefeito será a geração de empregos. A população jovem cresce sem expectativas nestas bandas.
Edição: Luka Ribeiro
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