Quarta-feira, 12 de outubro de 2016 - 08h11
Sonhos distantes
Uma nova rodoviária, um centro de convenções, a ampliação do Distrito Industrial, barreiras de contenções e dragagem do Rio Madeira e o sistema sanitário com água e esgoto são reivindicações presentes que tem se tornado sonhos distantes para o portovelhense.
Destas metas, a que tem mais chances de se tornar realidade é a ampliação da rede de água e a implantação do sistema de esgoto, cujos processos estão mais adiantados para a nova gestão tocar adiante em conjunto com o governo do estado.
A construção da nova rodoviária é uma novela desde a primeira gestão do prefeito Roberto Sobrinho. Há uma década temos um jogo de empurra com o governo do estado e o atual governador Confúcio Moura assumiu a tarefa, mas a coisa não saiu nem do papel. Não temos sequer uma nova área definida para o novo terminal, tampouco o projeto elaborado pela Secretaria de Estado de Planejamento, unindo influências da rodoviária de Cuiabá e Rio Branco, foi discutido em audiências públicas.
Passada a época das vacas gordas, até obras importantes relacionadas à mobilidade urbana foram relegadas pelo governo municipal. Quiçá o próximo prefeito faça alguma coisa.
Toma lá...
Os dois candidatos à prefeitura de Porto Velho que chegaram ao segundo turno, Léo Moraes (PTB) e Hildon Chaves (PSDB) assumiram compromissos de gestões independentes, austeras e sem rabo preso com os grupos políticos e empresariais dominantes. Caso o prefeito eleito realmente cumpra o acordo vai quebrar um tabu no Paço Tancredo Neves desde a primeira eleição direta em 85 (já na era Rondônia estado) com Jerônimo Santana.
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....Dá cá!
As relações promíscuas entre os poderes Executivo e Legislativo municipal têm prevalecido na capital rondoniense. Acordos de apoio ocorrem através de mensalinhos para os vereadores e distribuição de cargos comissionados para políticos e empresários apoiadores. As negociatas também são feitas com aluguel de máquinas, com rachachá com fornecedores, com aluguel de prédios para grandes locadores corruptos.
A desconfiança
Até agora as pesquisas publicadas por jornais e sites de reputação já conhecida da opinião publica rondoniense, foram desmentidas pelas urnas. No primeiro turno, as sondagens eleitorais em Porto Velho chegaram a errar em quase 20 pontos, prejudicando o tucano Wildon Chaves. Envergonhados os órgãos de comunicação agora buscam errar por menos. O interessante é que Léo Moraes sempre fica na frente nas pesquisas fraudadas...
As emendas
Os deputados federais e senadores tem prazo exíguo - até o dia 20 - para apresentarem emendas à proposta orçamentária de 2017 da União. Cada parlamentar poderá apresentar até 25 emendas de execução obrigatória no valor de R$ 15,3 milhões, mesmo valor que esteve em vigor em 2016. As emendas contemplam demandas que chegam as bases eleitorais dos parlamentares e de grupos organizados que procuram interferir no projeto orçamentário.
Uma corrida
Com a contagem regressiva já correndo para a apresentação das emendas impositivas, os prefeitos rondonienses estão correndo à Brasília em busca de garantir uma beirinha nestes recursos. Ante a crise e a consequente queda no rateio do Fundo de Participação dos Municípios-FPM, as municipalidades se socorrem nas emendas para reforçar os investimentos em obras de saúde, educação, transporte escolar, merenda, etc.
Via Direta
*** Com a crise a especulação imobiliária perdeu força em Porto Velho, mas não acabou *** Em áreas não regularizadas, no entorno da capital, são vendidos lotes urbanos a preços de banana, inclusive na BR 319, depois da ponte sobre o Rio Madeira *** Com a renovação estabelecida nas eleições 2016 na capital, raposas felpudas saíram do cenário *** Certamente darão lugar a raposas mais novas, ainda de pelagem tenra e macia, mas igualmente ávidas e famintas em rapinar o dinheiro publico.
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