Terça-feira, 23 de março de 2010 - 05h19
Os alquimistas do Palácio Presidente Vargas ultimam uma nova poção eleitoral contra a oposição rondoniense, juntando ervas das mais variadas, pés de coelhos etc. Com auxilio deste elixir político, João Cahulla, seria o candidato oficial e chapa branca, e Expedito Júnior, ficaria dividindo a oposição. A coisa parece até descabida, mas esse papo de jacaré começa a ganhar as ruas.
Em 2002 o trio Bianco/Ivo/Expedito se deu bem e se manteve no poder. Bianco foi candidato à reeleição e Ivo e Expedito “romperam” e se fingiram de oposicionistas com apoio do próprio governador de então. Bianco não contava apenas que seu então mero coadjuvante, Ivo Cassol, crescesse tanto e lhe tomasse a rapadura.
Enfim, boatos é o que mais existe numa pré-temporada. O jogo do trio Bianco/Cassol/Expedito só vai ficar claro nas convenções de junho. Dependendo das alianças, das combinações, vai ser possível perceber até onde Ivo e Expedito estão realmente rompidos, ou se a briga é apenas de comadres, para surpreender a oposição, como ocorreu em 2002.
Com a contagem regressiva já iniciada para as convenções de junho, que vão homologar as candidaturas, os governadoraveis rondonienses ainda trabalham em alianças. PT e PDT voltaram a conversar no final de semana em Ji-Paraná, em mais uma tentativa de formar um bloco consistente, unindo o deputado federal Eduardo Valverde e o senador Acir Gurgacz num mesmo projeto. Ambos, no entanto, reafirmaram: são pré-candidatos,
Impulsionado pelo fato de ter escapado da degola da cassação junto à justiça eleitoral, o vice-governador João Cahulla (PPS) acelera o passo pelo interior afora, acompanhado pelo governador Ivo Cassol, enquanto o prefeito Confúcio Moura (PMDB) já prepara a festa de despedida da prefeitura de Ariquemes como forma de se desincompatibilizar do cargo.
Já o tucano Expedito Júnior, que já estava com o pé na estrada pelo interior com o ex-prefeito de Vilhena Melki Donadon, terá que escolher um outro vice: ocorre que a justiça eleitoral condenou Donadon a três anos de inegibilidade por ter praticado crime eleitoral nas eleições municipais passadas e, portanto, deverá ficar fora da peleja 2010.
Voltando a Rondônia, a azeitada máquina cassolista trabalha forte para colocar João Cahulla, num já previsível segundo turno. O mesmo ocorre com a poderosa máquina petista, beneficiada pelo crescimento de Dilma Roussef, pelas obras do PAC, pela entrada de Roberto Sobrinho nas paradas. E olha que Cahulla e Valverde tinham aberto a jornada como patinhos feios...
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