Sábado, 16 de maio de 2026 - 08h00

Curiosíssima sobre quais os créditos iniciais e
finais do “Dark Horse” (Azarão), o filme estranhamente multimilionário contando
a história do ex-presidente, Jair Bolsonaro. Curiosíssima também sobre o
gênero. Será comédia? Pitadas. Filme de terror? Certamente. Ficção? Sim,
mentiras para tudo quanto é lado. Vai ganhar Framboesa de Ouro? Sem dúvida.
Roda! Nasceu chorando em 1955, em Glicério, no interior de
São Paulo, menos de cinco mil habitantes. Viveu em Eldorado, também interior de
São Paulo. Pula. Vira militar, se envolve em um monte de confusões no quartel,
acaba vereador carioca em 1988. Em 1990 se elege deputado federal, e lá fica
até 2018. Passa, portanto, 27 anos na Câmara dos Deputados. Só esse último
trecho já será um branco inteiro para o filme. Se for preenchido será só com os
desaforos e desafetos que fez com seus pares. Baixo clero é pouco: pelo país,
nada, nadinha!
Roteiro. Aí, eleito presidente, o Azarão, muito mais por
conta de um atentado imbecil, nos inferniza durante quatro anos, e em meio à
pandemia. Começa ali a formar estranhos exércitos de pessoas de verde e amarelo
rezando para pneus, óvnis imaginários, se equilibrando no capô de caminhões,
negando vacinas que impediriam milhares de mortos de covid, se reunindo para
cantar compungidos o Hino Nacional e em cercadinhos. Ataca as mulheres, a
imprensa, os gays, nomeia tudo quanto é tipo de besta incompetente para os
ministérios, se cerca de militares que apoiam acampamentos às suas portas. Na
versão mais atual, seus apoiadores bebem detergente com bactérias. Se
autodenominam direita. Parte comédia, cenas impagáveis.
Resumo da ópera (ops, melhor não dar ideia...).
Na sequência, com a sua familícia, se envolve em mais
trapalhadas e, ainda, em uma tentativa de golpe de Estado que o leva à cadeia
com pena de mais de 27 anos a cumprir. Alterna hoje cadeia, domiciliar,
hospitais, soluços e cirurgias. De longe distribui e rege os filhos, 01, 02, 03
(tem o 04, mas nem vale citação, e uma moça, Laurinha, a que não sorri, e claro
sem esquecer a atual esposa, Michelle, pretensões eleitorais, adora cultos
quando fala uma língua estranha) soltos por aí. Um deles, Flávio, agora
candidato à Presidência nas próximas eleições. Pelo menos por enquanto. Um,
Eduardo, fica nos Estados Unidos tentando atacar o Brasil com uns amiguinhos. O
terceiro, Carlos, bem, melhor deixar para lá.
O tal filme vinha quietinho até essa semana estourar o rio
de dinheiro injetado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, que bateu a carteira do
país, nosso, dos idosos, dos empréstimos consignados, do Fundo Garantidor.
Portanto, recursos públicos. Bilhões. Está preso. Ele também tem uma familícia
que aos poucos se enquadra em grades. Apareceram gravações inequívocas dele com
o tal candidato à Presidência, Senador Flávio, este cobrando os valores (mais
valores), demonstrando grande carinho e amor, e tropeçando e se contradizendo,
sendo mais exposto ainda a cada tentativa de justificativa, cada um mais pomba
lesa do que outra.
Fim. The End. Atiça minha curiosidade sobre como serão os
créditos do filme já várias vezes denunciado por condições precárias no set de
filmagem, comida estragada, alimentação insuficiente para longas jornadas de
trabalho, atrasos de pagamento e revistas consideradas abusivas, entre elas.
Será que terá agora muita gente pedindo para ter seu nome rasurado? Os tais
“grandes atores” (fuemmm!) estarão gostando dessa meleira? Daniel Vorcaro
aparecerá como? Em letras grandes como apoiador, ou era mesmo tudo bem
escondido? Teria - até ele - vergonha? Não pediria, só rindo para acreditar
nessa, nadinha em troca dos milhões de dólares?
Quer saber? Ainda aparecerão muitos frames por aí. Acho que
tudo isso já vale até começar a pensarmos em um outro filme: “O Azarão e os
atrapalhados” ou “O Azarado”, talvez. “Todos os homens do presidente”?
Infelizmente este já foi usado.
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- MARLI GONÇALVES – Jornalista, cronista, consultora de
comunicação, editora do Chumbo Gordo, autora de Feminismo no Cotidiano, Coleção
Cotidiano, Editora Contexto. (Na Editora e na Amazon). Vive em São Paulo,
Capital. [email protected] / [email protected]
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Terça-feira, 16 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)
Não é de agora. A Copa do Mundo vem se infiltrando há alguns meses. Um verde aqui; um amarelo ali. Umas roupinhas diferentes à venda para não parece

Agora, fora as frutas, bananas, bananinhas e toda sorte de imbecis por aí tentando tornar nossa vida ainda pior, agindo, conspirando, aqui e no exte

Sorria. Você é saqueado à luz do dia
Ah, sorria. Tranquilo. Os assaltos que sofre, até sua morte, tudo será filmado. Quem matou, quem assaltou, faltou dar tchauzinho para a câmera. E só

Chega! Quem esse tal de Rubinho Nunes e sua corja (sim, corja) estão pensando que são para legislarem em nome do retrocesso e se meterem em questões
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