Sábado, 23 de maio de 2026 - 08h05

Chega! Quem
esse tal de Rubinho Nunes e sua corja (sim, corja) estão pensando que são para
legislarem em nome do retrocesso e se meterem em questões privadas? Que “mané”
é essa de aprovarem na Câmara Municipal de São Paulo projeto – acreditem –
tentando impedir crianças e adolescentes de irem à Parada LGBT+? Fora outros
itens vergonhosos.
Não tenho filhos, mas
queria ver alguém tentar me proibir de levar, se os tivesse, a qualquer lugar
que fosse. Como pode passar uma coisa dessas em primeira votação? Não tem nem
de ir ao segundo turno. Tem de ser parado. Já. Assim como devem ser vetadas
todas as tantas propostas que nos afrontam e das quais tivemos conhecimento em
mais essa semana difícil da pobre política nacional. Lula! Tarcísio! Ricardo
Nunes! Respeito é bom.
Não bastasse termos de
olhar a cara desses que se acham de direita (e até alguns da “esquerda”) sem ao
menos ter lido um livro para saber o que é isso, batendo nossas carteiras aqui,
ali, em Brasília. Senão, o que é essa tal flexibilização do fundo partidário?
Esses bilhões para gastarem como bem entendem e sem fiscalização? Ampliar o
desmatamento? Essa sem conta de barbaridades? Afrontas de uso do dinheiro
público, meu, seu, nosso. Com ladrões doando o que nos roubaram até para um
filme ridículo.
Comecei pelo tal
Rubinho, useiro e vezeiro em meter a mão na cumbuca só para aparecer mais
ainda, inclusive sua incompetência, porque é vereador perigoso da cidade onde
vivo. Inventou a tal ridícula e milionária Times Square para a Avenida São
João, tentou impedir a distribuição de alimentos para a população de rua,
perseguiu o padre Júlio Lancellotti, e agora tenta acabar com uma das mais
tradicionais festas da cidade, a Parada LGBT+, fora já tentar proibir
manifestações como a Marcha da Maconha. E um monte de cordeirinhos atrás,
aplaudindo.
Chega. O mundo está
despencando em nossas cabeças. Cada dia uma surpresa, mulheres sendo
assassinadas, crianças sendo estupradas, revelação de malfeitos da familícia,
insegurança pública, a cidade às traças, suja e mal administrada, privatizações
literalmente explodindo, organizações criminosas espalhadas se fortalecendo. E
eles preocupados em acabar com a pouca alegria que nos resta, o colorido
arco-íris que se estende na Avenida Paulista? Incomodadinhos?
Ano eleitoral já é
difícil, mas este já se mostra revoltante. Daqui já acompanhava apreensiva a
dificuldade dos organizadores da Parada (que será dia 7 de junho, chova chuva,
pregos, purpurinas, o que for, ocorrerá!) em sua 30ª Edição, tema 30 Anos de
Parada SP — A rua convoca, a urna confirma - perdendo 60% de seus
patrocinadores habituais, quando chega essa notícia. Ficou agora bem claro que
já estava acontecendo pressão interna.
As ruas são nossas.
Cadê a sociedade organizada? Vamos continuar vendo nossas conquistas sendo
vilipendiadas, esses tapas em nossas caras? Cidadania é estarmos atentos.
Especialmente para as eleições, na pesquisa e escolha de nomes que sejam, no
mínimo, decentes. Pelas propagandas de tevê já dá para antever uma onda alta de
candidatos que, por favor, não. Prestem atenção nas bobagens que dizem, nas
propostas absurdas, às suas caras de pau. São indigestos tentando se tornarem
conhecidos justamente por suas lamentáveis sandices.
_________________________
- MARLI GONÇALVES –
Jornalista, cronista, consultora de comunicação, editora do Chumbo Gordo,
autora de Feminismo no Cotidiano, Coleção Cotidiano, Editora Contexto. (Na
Editora e na Amazon). Vive em São Paulo, Capital. [email protected] /
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Terça-feira, 16 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)
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