Porto Velho (RO) terça-feira, 16 de junho de 2026
opsfasdfas
×
Gente de Opinião

Paulo Saldanha

História e Ficção: Paulo Saldanha lança em Porto Velho seu livro “Entre Brancos e Originários – A Ferrovia de Deus”


História e Ficção: Paulo Saldanha lança em Porto Velho seu livro “Entre Brancos e Originários – A Ferrovia de Deus” - Gente de Opinião

O escritor Paulo Cordeiro Saldanha lança em Porto Velho o livro “Entre Brancos e Originários – A Ferrovia de Deus”. O evento será realizado na próxima segunda-feira, dia 15 de dezembro, às 19h30, na Biblioteca Municipal Francisco Meirelles, situada na Rua José do Patrocínio, nº 200, Centro – Porto Velho. 

A obra já havia sido lançada com sucesso em Guajará-Mirim, no dia 20 de outubro, no Auditório da Biblioteca Setorial do Campus Jorge Vassilakis da UNIR. 

Sobre o livro, o jornalista João Teixeira escreveu no site “Guajará Notícias: 

“Trata-se de um romance histórico, cujo tema central é a construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM), que tinha por finalidade ligar Porto Velho a Guajará-Mirim, de modo a escoar a produção de borracha, tanto brasileira quanto boliviana, visando à exportação.   

Neste novo romance, o escritor Paulo Saldanha apresenta uma visão diferente sobre a construção da lendária ferrovia, já decantada em prosa, versos e até em filmes e minisséries.   

O autor também discute o processo de colonização da Amazônia, representando-o de forma literária e permitindo compreender que a construção da ferrovia foi a alternativa encontrada pelos governantes para o transporte da produção gomífera naquele momento histórico.”   

Segundo o autor, o livro nasceu da necessidade de “dar voz à epopeia da construção humana e espiritual que moldou Guajará-Mirim e seus habitantes”. A ferrovia, símbolo da conexão entre mundos — o indígena e o europeu, o natural e o industrial —, serve como metáfora central para refletir sobre o encontro de civilizações e as transformações sociais vividas às margens dos rios Mamoré e Madeira.   

PAULO SALDANHA   

Filho das tradicionais famílias Cordeiro e Saldanha, Paulo nasceu em 1946, em Guajará-Mirim (RO). Formado em Direito, exerceu cargos de grande relevância na vida pública e empresarial da Amazônia Ocidental: foi presidente dos Bancos Estaduais de Rondônia e Roraima, diretor do Banco da Amazônia e diretor-geral do Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região. Além de sua carreira jurídica e administrativa, é reconhecido por sua intensa dedicação à literatura, sendo cronista e romancista de destaque.   

Fundador e primeiro presidente da Academia Guajaramirense de Letras, é também membro da Academia de Letras de Rondônia (ACLER), incentivador da cultura regional e colaborador de diversos portais de notícias.   

Com doze obras publicadas, já participou de feiras literárias nacionais e internacionais, sendo reconhecido por sua contribuição à literatura amazônica. Entre seus livros estão “O Presente do Grego”, “Esperança – 50 anos depois”, “Prosa que desemboca em saudade”, “O Alferes e o Coronel”, “Os Três Xerifes da Fronteira”, “Crônicas guajaramenses – prosa que desemboca em humor” e “O Emílio Francês”. (Fonte: Rota Guajará)   

A OBRA 

A obra “Esperança: 50 anos depois”, de Paulo Cordeiro Saldanha, foi objeto da tese de doutoramento da Profa. Auxiliadora dos Santos Pinto, intitulada “A inter-relação entre a literatura e a história no processo de formação do estado de Rondônia”, defendida em 26 de agosto de 2016 no IBILCE/UNESP, em São José do Rio Preto/SP.   

Em sua entrevista com o escritor, publicada no site “Passeio Direto”, em 5 de janeiro de 2021, a Profa. Dra. Auxiliadora dos Santos Pinto escreveu:   

 “Paulo Saldanha começou a escrever ainda na juventude para o jornal ‘Alto Madeira’, na seção de Guajará-Mirim (RO). Naquela época, era responsável pela editoria de esportes. Além disso, produziu matérias para o jornal interno do Banco da Amazônia (BASA).   

Entre suas obras, destacam-se: “O Alferes e o Coronel” (2008); “O Oráculo da Candelária” (2010); “Esperança: 50 anos depois” (2011); “Crônicas guajaramirenses: prosa que desemboca em saudade” (2013); “Crônicas guajaramirenses: prosa que desemboca em humor” (2015); “Crônicas guajaramirenses: prosas que desembocam em reconhecimento” e “Prosas que desembocam em conhecimentos* (2017); “A Regenerada Comborça” (2013); “Os Três Xerifes da Fronteira” (2015); e “O Presente do Grego” (2020).”   

O escritor Paulo Cordeiro Saldanha se autodenomina um escritor regional. Em suas produções literárias, destaca vários aspectos da Amazônia rondoniense: saberes, traços linguísticos, modos de vida, elementos da fauna e da flora, entre outros. Também apresenta, com riqueza de detalhes, a história dos povos que participaram do processo de formação e ocupação do município de Guajará-Mirim e dos vales dos rios Mamoré e Guaporé. Nesse sentido, as belezas naturais, os rios e os seringais são descritos com minúcia, identificando as relações do autor com os elementos socio-históricos, as práticas culturais, a paisagem amazônica e os misticismos, contribuindo significativamente para a constituição da literatura de Rondônia.”   

Na entrevista, o escritor observou:   

“Embora nativo (neto de cearenses e mato-grossenses), tenho influência da cultura nordestina e guaporense, por conta da origem de minha família. Todavia, meus trabalhos literários são focados nos fatos, lendas e história regional. Aprecio contar ‘causos’ verdadeiros que me foram repassados ou aqueles que vivi na infância, juventude e vida adulta, sempre procurando dignificar as pessoas que tanto fizeram no passado, legando a esta geração melhores dias e melhor qualidade de vida.” 

E concluiu: 

“Eu escrevo para que minhas histórias deem a dimensão exata do quanto acredito na intensidade da literatura como agente de transformação. Atuo para corresponder à missão que, sem querer ser pretensioso, Deus me concedeu: poder me exprimir com inteligência e sabedoria na distribuição de mais fé e mais esperança.”   

A IMPORTÂNCIA DA OBRA

A literatura amazônica ganha força e identidade através da obra de Paulo Cordeiro Saldanha, escritor que há décadas se dedica a registrar, em forma de romance e crônica, os aspectos históricos, culturais e sociais da região. Suas produções não apenas preservam memórias, mas também revelam a riqueza dos povos, das tradições e das paisagens que moldaram Rondônia e a Amazônia Ocidental.   

O lançamento do livro “Entre Brancos e Originários – A Ferrovia de Deus” representa uma oportunidade única de contato com uma narrativa que resgata a epopeia da construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, símbolo de encontro entre culturas e de transformação social. A obra transcende o relato histórico, funcionando como metáfora da conexão entre mundos distintos — o indígena e o europeu, o natural e o industrial — e convidando o leitor a refletir sobre os impactos da colonização e da modernidade na região.   

Participar do lançamento é mais do que prestigiar um escritor consagrado: é vivenciar um momento de valorização da memória coletiva e da identidade cultural de Rondônia. Cada página escrita por Paulo Saldanha reafirma o papel da literatura como guardiã da história e como instrumento de transformação social.   

Assim, o evento não se limita a ser uma celebração literária, mas se torna um marco para todos que acreditam na força da nossa cultura  e na importância de manter viva a memória da nossa região. 

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

Gente de OpiniãoTerça-feira, 16 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Crônicas Guajaramirenses - tive amigos que se foram! Muitos, mais novos, outros, eram mais velhos que eu...

Crônicas Guajaramirenses - tive amigos que se foram! Muitos, mais novos, outros, eram mais velhos que eu...

            Nas voltas que a vida dá, sempre meus amigos eram bem mais velhos que eu, posto que, por exemplo, com 18 anos, meus companheiros tinham,

CRÔNICAS GUAJARAMIRENSES - Jorge Teixeira, um Nome, Uma Lenda, Uma Legenda

CRÔNICAS GUAJARAMIRENSES - Jorge Teixeira, um Nome, Uma Lenda, Uma Legenda

        Hoje, dia primeiro de junho, qual Sinuhe, personagem de Mika Waltari, autor de “O Egípcio”, escrevo daqui, quase do barranco do rio Mamoré,

Os 100 anos da igrejinha

Os 100 anos da igrejinha

         Estive presente na celebração dos 100 anos da Igrejinha Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. E me comovi por diversas vezes na Santa Missa co

Crônicas Guajaramirenses - Desrespeito ao Calendário Cultural de Guajará Mirim

Crônicas Guajaramirenses - Desrespeito ao Calendário Cultural de Guajará Mirim

Nós, os Guajaramirenses deste tempo, temos muito a agradecer ao Governador Marcos Rocha e sua briosa equipe! Inclusive por merecermos a atuação prof

Gente de Opinião Terça-feira, 16 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)