Quarta-feira, 7 de junho de 2023 - 10h15

Com a possibilidade
cada vez mais real de interiorizar a industrialização de produtos amazônicos
com matéria-prima regional, a Suframa se reuniu com o Consulado Japonês nesta
terça-feira (6), em Manaus, para tratar do assunto e incentivar empresários
daquele país a fazer novos investimentos na Amazônia Ocidental. Dessa vez o
foco são os produtos da bioeconomia como açaí, guaraná, cosméticos, pescado e
outros.
A Suframa
e a Zona Franca de Manaus dispõem dos incentivos fiscais para atrair os
investidores japoneses e, a exemplo do que ocorreu com a juta, - uma das
principais contribuições do Japão para o Brasil - pretendem que eles venham em
grande número, alinhados com esse novo momento que se prospecta para a economia
local.
O
objetivo é estreitar relações e realizar cooperação técnica com um país que
possui 30 mil imigrantes somente no Estado do Amazonas, além de quase 50
empresas no Polo Industrial de Manaus (PIM), que geram aproximadamente 15 mil
empregos diretos e beneficiam 110 mil pessoas, indiretamente.
“Exportamos
para o Japão peixes ornamentais, que são produtos da região. São espécies que
também podem ser adotadas, produzidas aqui e vendidas para o Japão por esses
investidores. Se eles tiverem interesse, a Suframa se compromete em passar as
informações num encontro ou por videoconferência, para mostrar a importância de
tudo isso aqui na região”, explicou o superintendente da Autarquia, Bosco
Saraiva, ao cônsul-geral japonês em Manaus, Masahiro Ogino, nesta terça-feira.
As
relações de cooperação técnica entre Brasil e Japão tiveram início em 1959 e
são reguladas pelo Acordo Básico de Cooperação Técnica Brasil-Japão, tratado
assinado em agosto de 1971.
Um dos
parceiros importantes dessa relação bilateral é a Agência Japonesa de
Cooperação Internacional (Jica). Nos últimos 15 anos, a organização chegou a
enviar especialistas para realizar trabalhos relativos ao desenvolvimento de
uma solução integrada da gestão de resíduos industriais no PIM.
Mais
recentemente, a Jica ajudou o município a construir toda a investigação
relativa aos resíduos sólidos de Manaus e levou, ao Japão, técnicos da Suframa
para fazer capacitação sobre a temática. “Podemos também trabalhar juntos com
algo voltado para a sustentabilidade, o meio ambiente. A Suframa se coloca à
disposição para ser interveniente na Amazônia com a cooperação japonesa”,
frisou o superintendente Adjunto Executivo da Autarquia, Frederico Aguiar.
Voos
Durante a
reunião, o cônsul Masahiro Ogino, que estava acompanhado da cônsul-geral
adjunta do Japão em Manaus, Reiko Nakamura, solicitou apoio da Suframa na
questão de infraestrutura, principalmente, relacionada aos voos internacionais.
A necessidade é que esses voos sejam mais curtos, com escalas menores para o
Japão, a partir de Manaus.
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