Sexta-feira, 14 de maio de 2021 - 11h55

A apresentação da
redução do Custo Brasil foi tema do diálogo promovido pela Federação das
Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), nesta quinta-feira, 13, que contou
com a participação do secretário de Desenvolvimento da Indústria, Comércio,
Serviços e Inovação do Ministério da Economia, Jorge Luiz de Lima. O Custo
Brasil interfere diretamente nos setores de educação, saúde, infraestrutura e
desenvolvimento urbano e social do país, conjugado com dificuldades
estruturais, econômicas, burocráticas e trabalhistas, que se tornam um
obstáculo para o crescimento e produção industrial, do comércio e da economia
brasileira.
Jorge Lima
enfatizou que o atual Custo Brasil tira competitividade, a produtividade, afeta
na empregabilidade. Então, o projeto nasce através do Movimento Brasil
Competitivo, liderado pelo empresário Jorge Gerdau em conjunto com a
Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Federações e associações, que
contratou uma consultoria, que identificou 12 elementos que compõem o Custo
Brasil. “Esses 12 itens passam por crédito, infraestrutura, segurança jurídica,
abrir e fechar negócios, entre outros, que se transformou num dos maiores
projetos do governo”, afirmou.
Jorge Lima expôs
que o projeto é transversal, que engloba todos os ministérios, envolve o
Congresso Nacional e precisa da participação efetiva do setor produtivo,
“porque ninguém mais do que os empresários sabem mais dos gargalos que travam a
competitividade e o crescimento dos negócios”, comentou. “Então é necessário
promover uma série de reformas estruturantes que vão levar o Brasil em
condições de competir comercialmente com outros países”, enfatizou.
Dados do estudo
realizado pelo Ministério da Economia, em parceria com o Movimento Brasil
Competitivo (MBC), com apoio da CNI e de associações setoriais da Indústria,
apontam que o “Custo Brasil” consome R$ 1,5 trilhão das empresas brasileiras
anualmente, em sua maior parte devido ao emaranhado tributário. “Cabe a nós do
setor público transformar essas ideias em projetos que efetivamente vão reduzir
o Custo Brasil”, disse o secretário do Ministério da Economia.
Jorge Lima comentou
que não se pode mais olhar o Brasil como um país do futuro. “Precisamos tratar
o Brasil de amanhã, ou vamos continuar onde estamos, com um crescimento pífio,
com alto desemprego, com uma carga tributária alta, com o estado inchado. Então
é uma questão de união do setor produtivo, que através de grupos empresariais,
poderemos desenvolver um trabalho em conjunto com o governo”, expressou.
Outro ponto
abordado pelo secretário do Ministério da Economia foi uma particularidade do
Brasil por ser um país continental, não possui 27 estados, e sim, 27 países.
“Vejam, cada estado tem sua particularidade. E dentro da própria Amazônia
existem distinções claras de políticas públicas governamentais, de incrementos
industriais e empresariais diferentes, e precisamos olhar mais para o
desenvolvimento regional, pois nem sempre uma solução que serve para o Norte,
serve para o Nordeste ou Sul do país. No caso local, recuperação da BR-319 é
fundamental para Rondônia”, ponderou.
O presidente da
FIERO, Marcelo Thomé, afirmou que a agenda da redução do custo Brasil
capitaneada pelo secretário Jorge Lima impacta diretamente na competitividade
da produção nacional e consequentemente dos produtos de Rondônia. “Não há
dúvida que a iniciativa do Governo Federal de enfrentar essa questão em
parceria com os empresários é fundamental para sensibilizar em especial o
Congresso Nacional a promover as mudanças necessárias para se alcançar a redução
do Custo Brasil”, disse.
O encontro híbrido,
ou seja, uma parte presencial e outra virtual, contou com a participação de
membros da diretoria e conselheiros da FIERO e empresários rondonienses, que
deram sua contribuição com relação ao tema durante o debate, e respeitou todos
os protocolos sanitários e de segurança, estando em conformidade com o decreto
nº 26.038, de 23 de abril de 2021.
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