Terça-feira, 14 de março de 2023 - 17h04

O Governo
Federal obteve nesta segunda-feira (13/03) a aprovação de uma proposta de
redução na taxa máxima de juros cobrada em empréstimos consignados voltados
para beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em reunião do
Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS) em Brasília (DF), o colegiado
aprovou o novo limite em 1,70% por mês.
Desde 2022, o patamar mensal estava fixado em 2,14%. A decisão
implica redução de 0,44% no índice autorizado para instituições financeiras
realizarem operações com débito direto na folha de pagamento que contempla mais
de 37 milhões de cidadãos, incluindo aposentados e pensionistas. O plenário
deliberou ainda que o valor percentual para o cartão de crédito consignado
chegará até o teto de 2,62%, contra 3,06% do percentual até então vigente.
OITO MILHÕES -- Atualmente, segundo o
Ministério da Previdência Social, mais de oito milhões de beneficiários têm
contrato ativo de empréstimo consignado e cerca de 1,8 milhão já chegaram ao
limite de utilização da margem, definido em 45% do benefício.
Para o ministro Carlos Lupi, é importante que haja uma mudança
nas faixas para aqueles que recebem menos de dois salários mínimos. “Vejo essas
atuais taxas como abusivas para os beneficiários do INSS, que são pessoas, em
sua grande maioria, extremamente vulneráveis. Buscamos encontrar um caminho que
seja o melhor para a parte mais frágil: o povo brasileiro”, disse o ministro. A
intenção é discutir o percentual de margem vigente na próxima reunião, em 27 de
abril.
Os membros do CNPS aprovaram também a formação de comissões de
trabalho para analisar o modelo do cartão de crédito consignado no prazo de 60
dias, bem como a composição e a competência do colegiado em até 90 dias. “Com a
garantia da Folha, existe segurança para dirimir o risco dos empréstimos, como
também no caso dos servidores. Portanto, apresentamos e defendemos a proposta
de redução, que foi aprovada pelo Conselho. Estamos fazendo história para
transformar o Brasil com justiça social. Precisamos aprofundar a composição das
taxas. A transparência é fundamental e representa um pilar da nossa gestão”,
afirmou Carlos Lupi.
Presidente
do INSS, Glauco Wamburg frisou que o combate às desigualdades através de
medidas efetivas é prioridade do atual governo e que as decisões do colegiado
seguem neste sentido. “Na realidade de beneficiários que utilizam o consignado,
cuja média de renda é de R$
1.700, a Previdência Social precisa tomar providências para proteger esses
cidadãos vulneráveis”, declarou Wamburg. Ele ressaltou, ainda, que está em
curso um processo para redução das filas para análises dos pedidos de
benefícios
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