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Economia

Os sinais de novos tempos na economia de Rondônia


Vanderlei Oriani - Gente de Opinião
Vanderlei Oriani

Não é possível negar que a pandemia foi um grande problema para a economia de Rondônia. Num momento em que, depois do ciclo das usinas e dos dois anos de depressão no final da segunda gestão de Dilma Roussef, quando se ensaiava uma recuperação do comércio e dos serviços, tudo ficou, de uma hora para a outra, paralisado pelo Decreto Estadual nº 24.887, de 20 de março de 2020, que, no seu Art. 1º, decretou o Estado de Calamidade Pública no âmbito do Estado de Rondônia, para fins de prevenção e de enfrentamento à pandemia causada pelo COVID-19 (novo Coronavírus), nos termos do artigo 7º do inciso VII da Lei Federal nº 12.608, de 10 de abril de 2012. Foi um pesadelo, de vez que, até hoje, não se sabe, de fato, o tamanho das baixas, mas, basta ver, por exemplo, o Porto Velho Shopping, que até permaneceu por um bom tempo fechado, para se observar as mudanças. Até uma praça de alimentação desapareceu com o novo coronavírus. Mas, lá foi apenas a ponta do iceberg. Parados os bares e restaurantes, todo o setor de turismo, lazer e entretenimento e grande parte dos serviços, passamos por tempos difíceis que, para ser exato, ainda não foram superados. Calcula-se que 81% das empresas e das pessoas foram atingidas em sua renda pelo tsunami do vírus. Há setores, como os de pesque-pague, balneários e hotéis ecológicos que ficaram fechados por mais de um ano. E muitas empresas sobreviveram pegando empréstimos e muitas pessoas vivendo do auxilio emergencial. Não foram tempos fáceis, na verdade, inclusive estivemos sob o risco constante de falta de insumos e de mercadorias. Felizmente, a tempestade passou. O custou foi, está sendo alto, mas, sobrevivemos. Hoje, felizmente, já se observa em Rondônia uma gradativa recuperação. Muito visível, aliás, por exemplo na inauguração da quarta loja da Havan no Estado, e a segunda em Porto Velho, na inauguração na Rua Abunã de um novo supermercado Meta, no surgimento de novos empreendimentos imobiliários, no anúncio de que, no local onde foi o centenário jornal Alto Madeira irá se erguer um grande supermercado da Assaí, em novos locais que surgem, de uma hora para a outra, alguns de forma grandiosa, como o novo local da nova loja da Saga, bem posicionado na Avenida Jorge Teixeira ou o surgimento de um novo o Arasuper na Rio Madeira, a nova Citroen na BR 364 e o Nova Distribuidora Brasil (Mercado), ao lado do Cemetron, bem como será revivido um supermercado comprado da massa falida do Gonçalves na Abunã (Antigo Gonçalves Abunã). Sem contar, por exemplo, com a segunda unidade do Delícias do Madeira, na Calama, com charme, requinte e bom atendimento, enfim, são tantas novas coisas que, com certeza, deixaremos algumas de fora. Entre as boas novas, florescem os serviços, com sinais de da entrada em atividade da Buser, a maior  plataforma de intermediação rodoviária do país está lançando viagens em território rondoniense com a expectativa é transportar mais de 10 mil passageiros até o final da alta temporada, em janeiro de 2022, chegando a cerca de 50 mil passageiros em Rondônia ao longo do próximo ano. Em média, as viagens vão custar até 60% mais barato do que na concorrência. Sintomático é também o fato de que, em setembro último, a intenção de consumo das famílias alcançou seu maior valor no ano, ao mesmo tempo que o endividamento de mantém estável. Entre os empresários as expectativas alcançaram o seu mais alto patamar dos últimos dois anos e o aumento de contratações temporárias e reposição de estoques reafirmam os sinais de confiança no futuro. Sem dúvida, em 2022 vamos voltar a crescer fortemente. O próximo Dia das Crianças, com um crescimento esperado das vendas de 27% e do fluxo de pessoas de 42% é um sinal do reaquecimento da nossa economia. 

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