Terça-feira, 17 de agosto de 2021 - 14h40

O
Plenário do Senado aprovou, nesta quinta-feira (12), projeto de lei
complementar (PLP 108/2021) que aumenta o limite da receita bruta anual do
microempreendedor individual (MEI), passando dos atuais R$ 81 mil para R$ 130
mil. A proposta, que segue para análise da Câmara dos Deputados, também
autoriza o aumento de um para dois no número empregados que o microempreendedor
poderá contratar. Foram 71 votos favoráveis e nenhum contrário. A medida deve
impactar os 11,3 milhões de CNPJs que se enquadram na categoria. Se aprovadas
na Câmara, as novas regras entrariam em vigor em 1º de janeiro de 2022.
O Sebrae
considera positiva a aprovação do PLP 108/2021 no Senado Federal, sobretudo
porque “O aumento do limite é necessário, pois o atual foi fixado pela Lei
Complementar nº 155, de 2016, há cerca de cinco anos e a realidade era
diferente. Esperamos que na Câmara dos Deputados o PL também seja aprovado”,
afirmou Carlos Melles, presidente do Sebrae. Relator do projeto que criou o
MEI, enquanto deputado federal, Melles completa com visão otimista: “O nicho
tende a voltar a crescer, podendo ser um degrau de passagem para
empreendimentos maiores, com necessidade de contratação de trabalhadores, de
aumento de faturamento e, por que não, com possibilidades de conquistarem o
mercado internacional”.
Segundo o
autor da proposta, Jayme Campos, o novo enquadramento financeiro impulsionaria
a economia e reduziria a informalidade. "Medidas de simplificação e
melhoria de ambientes de negócios são extremamente benéficas para o país,
principalmente neste momento de crise social e sanitária", disse o
senador. Entre as vantagens do regime estão a possibilidade de pagamento de
carga tributária reduzida, por meio de um sistema de recolhimento único e de
valor fixo de vários impostos; além da formalização, que permite a emissão de
notas a acesso a cobertura previdenciária.
Números
do MEI
Em 2020,
levantamento feito pelo Sebrae com base em dados da Receita Federal,
identificou um recorde no número de formalizações nos últimos cinco anos. Mesmo
diante das dificuldades impostas pela pandemia da Covid-19, foram registrados
2,6 milhões de novos MEI, fazendo com que o país ultrapassasse a marca dos 11,3
milhões de microempreendedores. Mas o primeiro trimestre desse ano já mostra
uma outra realidade e, pela primeira vez em cinco anos, o número de
formalizações de MEI sofreu queda de 3%, comparado com o mesmo período do ano
passado. Dentre as atividades com maior número de formalizações, apenas nove
apresentaram crescimento. Atividades como de cabeleireiro, manicure, pedicure e
motoristas de aplicativos, que ocupam tradicionalmente as primeiras posições,
registraram forte redução de 33%.
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