Segunda-feira, 3 de novembro de 2025 - 09h50

Faltando
menos de uma semana para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)2025, que será
aplicado nos dias 9 e 16 de novembro, estudantes de Rondônia e região vivem o
período mais decisivo da preparação. No estado, 46.801 candidatos se
inscreveram para o exame, número inferior ao do ano anterior, quando mais de 38
mil estudantes fizeram a prova em 2024.
Além das
revisões de conteúdo, o controle emocional se tornou um dos principais desafios
para quem sonha com uma boa nota e uma vaga na universidade. De acordo com o
psicólogo e professor da Estácio Unijipa, Raul Camílo García, é justamente
nos dias que antecedem a prova que os sintomas de ansiedade costumam se
intensificar.
O medo do
resultado, a autocrítica e o excesso de expectativa podem afetar diretamente o
desempenho. “A ansiedade é uma desreguladora emocional instantânea. Ela provoca
reações rápidas no corpo e na mente, ligadas ao medo, que é a nossa emoção
base. Quando o estudante fica preso ao futuro, ao resultado da prova ou ao
receio de esquecer algo, essa resposta emocional toma conta e pode bloquear o
raciocínio”, explica Raul.
Segundo ele,
o que mais prejudica o candidato não é o conteúdo que deixou de estudar, mas os
efeitos fisiológicos e mentais da ansiedade e do estresse, que podem gerar
bloqueios momentâneos de memória e queda na concentração. “O corpo reage de
forma imediata: o coração acelera, o sono muda e surgem sintomas como tremores
ou tensão muscular. Nessas horas, é fundamental reconhecer os sinais e agir
antes que o estresse ultrapasse o limite saudável”, orienta o psicólogo.
Entre as
estratégias mais eficazes para reduzir esses sintomas, Raul recomenda o uso da
respiração diafragmática, simples e eficiente, que pode ser praticada em
qualquer lugar. “A respiração é como a dipirona da ansiedade: é o remédio mais
rápido e acessível que temos. Inspire contando até três, segure o ar por três
segundos e solte lentamente até cinco. Isso melhora a oxigenação cerebral e
ajuda a recuperar o equilíbrio emocional”, ensina.
O professor
reforça que essa técnica deve ser treinada nos dias que antecedem a prova, para
que o corpo reconheça o padrão e reaja de forma natural diante da tensão.
“Comece agora: pratique em casa, na fila ou no ônibus. Quando o Enem chegar, o
organismo já vai saber o caminho da calma”, aconselha.
Outra
recomendação é que os estudantes façam um checklist no dia anterior à prova,
organizando itens como caneta, documento, água e lanche, para evitar
esquecimentos que aumentam o estresse. Durante o exame, se a ansiedade
aparecer, ele sugere pequenas pausas, respirações controladas e alongamentos
rápidos. “No dia da prova, a memória está muito sensível. O checklist traz
segurança e evita que o estudante perca energia com preocupações
desnecessárias. E, se a tensão apertar, respire. Cinco ciclos de respiração já
ajudam a reorganizar amente e retomar o foco”, destaca.
Pós-prova -
O psicólogo também chama atenção para o período pós prova, quando muitos
candidatos sentem cansaço extremo e desânimo, o que ele chama de “ressaca
emocional”.
“Depois do
exame, procure fazer algo leve. Caminhar, ouvir música ou encontrar os amigos
ajuda a encerrar o ciclo de forma positiva e evita que o estresse dessa
experiência se repita nas próximas provas”, recomenda.
Para Raul, o
sucesso no Enem depende tanto do preparo intelectual quanto do equilíbrio
interno. “O sucesso não é só dedicação ou horas de estudo. Ele une vontade,
propósito e equilíbrio. Visualize-se tranquilo durante a prova, imagine-se
respirando e resolvendo as questões com calma. Criar esse estado emocional
positivo é parte do processo”, conclui.
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