Quarta-feira, 13 de maio de 2009 - 11h29
Para onde deslocar as 40 mil reses, e onde fixar cerca de seis mil famílias, após a retirada em curso dos mesmos, em parte da Floresta Nacional (Flona) Bom Futuro, feita por uma força tarefa (Polícia Federal, Ambiental, Força Nacional, Exército, Ibama e Instituto Chico Mendes). A resposta foi cobrada ao ministro Carlos Minc (Meio Ambiente), responsável chefe da operação, pelo deputado federal Ernandes Amorim (PTB).
O parlamentar inquiriu o ministro na terça-feira (12) a noite, em rápido encontro no Congresso Nacional, repercutindo as preocupações de prefeitos do entorno da Flona (Élson Montes (Buritis-PR) e Romeu Reolon (Alto Paraíso-PMDB) e, também, de toda comunidade instalada em Bom Futuro. Amorim quer essas respostas para apresentá-las em reunião da Subcomissão Especial para Intermediação de Conflitos Agrários, da Câmara, que será realizada no dia 18 próximo, em Buritis.
Essa reunião foi solicitada, na semana passada, em requerimento conjunto dos deputados Amorim, Moreira Mendes (PPS) e Wandenkolk Gonçalves (PSDB-PA), com intuito de discutir as questões agrárias em Rondônia e buscar soluções.
O ministro voltou a repetir que cumpre uma determinação da Justiça, que vai tirar apenas o gado, mas reconhece que não há indenizações previstas. Ele, no entanto, ficou de nos receber, para discutirmos com mais profundidade essa questão. Tanto eu quanto Moreira Mendes ficamos de retomar com o ministro para encontrar saídas, afirma Amorim.
Ele tem-se articulado com toda a bancada federal no sentido de encontrar uma saída para regularizar a situação dos moradores instalados há mais de uma década na Flona. Por tratar-se de unidade federativa criada por decreto em 98, mesmo com área já antropizada -em período anterior ao decreto parte das famílias já estava na Flona Amorim, vem tentando sua nulidade no campo jurídico e também no Congresso Nacional.
Essa é uma situação difícil, mas com boa vontade política a de ser resolvida. As pessoas, prefeitos, governos e parlamentares estão apreensivas quanto ao desfecho. O que se vislumbra, caso não seja resolvido essa questão, é um inchaço populacional em Buritis, Porto Velho e outras cidades vizinhas, com levas de pessoas sem mão de obra qualificada, sem dinheiro, nem para onde ir. O que fazer? Essa é uma resposta que precisa ser construída e dada com urgência para evitar conflitos e caos social, afirma o parlamentar.
Fonte: Yodon Guedes
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