Porto Velho (RO) terça-feira, 16 de junho de 2026
opsfasdfas
×
Gente de Opinião

Meio Ambiente

Cheia deixa 12 mil desabrigados no Amazonas



Oito municípios do Amazonas estão em estado de emergência devido à cheia dos rios. Humaitá, Manicoré, Borba e Nova Olinda do Norte, na calha do rio Madeira e Guajará, Ipixuna, Eirunepé e Itamarati, na calha do rio Juruá são as cidades atingidas. Aproximadamente 12 mil famílias foram prejudicadas com a elevação do nível dos rios nestas áreas.

Para coordenar a assistência aos atingidos pelas cheias, equipes com três integrantes serão encaminhadas entre os dias 15 e 16 aos oito municípios incluídos no decreto de situação de emergência assinado pelo governador interino, deputado Belarmino Lins (PMDB). O grupo de apoio é composto por um representante da secretaria de Estado do Governo (Segov) e dois técnicos da Defesa Civil. O coordenador executivo da Defesa Civil do Amazonas, coronel Roberto Rocha, informou que o nível do Madeira está 24 metros acima do nível do mar. “Está próximo ao índice da cheia que entrou para a história como a maior deste rio, que foi de 24,39 metros em 1997”, afirmou.

Rio Benin na BolíviaA causa da cheia deste ano, segundo o coordenador da Defesa Civil, foi o aumento do volume das águas do rio Benin na Bolívia, que deixou mais de 50 cidades daquele país em estado de alerta. O rio boliviano transbordou e afetou o rio Mamoré, no município de Porto Velho, em Rondônia, com reflexos no rio Madeira. Segundo o coronel, o nível do rio já deveria estar diminuindo neste período, mas tem mantido o ritmo ascendente. “O problema maior é o fenômeno La Niña, que deveria ter enfraquecido entre janeiro e fevereiro, mas vai perdurar até maio devido ao resfriamento das águas do oceano Pacífico na zona Equatorial Leste”, explicou. No caso do Madeira, o aumento do volume do rio ocorreu de maneira gradual, mas no rio Juruá a cheia foi brusca, conforme classificou o coordenador. “A forte concentração de chuvas na calha do rio, que chegaram até cem milímetros, agregado ao fato do rio ser mais estreito e os igarapés menores nessa área, provocaram a cheia do Juruá”, explicou.

Fonte: Diário do Amazonas - Daniel Panobianco

Gente de OpiniãoTerça-feira, 16 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

MPRO discute prevenção a incêndios e possíveis impactos do super El Niño em Rondônia durante reunião no TCE

MPRO discute prevenção a incêndios e possíveis impactos do super El Niño em Rondônia durante reunião no TCE

Os possíveis impactos do fenômeno climático Super El Niño em 2026 e as estratégias de prevenção, combate e resposta a incêndios florestais e eventos

Manaus sedia lançamento de obra nacional sobre justiça climática e socioambiental

Manaus sedia lançamento de obra nacional sobre justiça climática e socioambiental

Manaus foi palco, nesta terça-feira (09/06), do lançamento da obra coletiva que documenta a atuação da Defensoria Pública na Conferência das Nações

Fenômeno natural El Niño aumenta risco de queimadas durante a estiagem em Porto Velho

Fenômeno natural El Niño aumenta risco de queimadas durante a estiagem em Porto Velho

Estudos realizados pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) e demais órgãos de monitoramento climático apontam

Na Semana do Meio Ambiente, governo de RO promove ações integradas de conscientização ambiental em Porto Velho

Na Semana do Meio Ambiente, governo de RO promove ações integradas de conscientização ambiental em Porto Velho

A Semana do Meio Ambiente segue reunindo uma série de ações voltadas à conscientização ambiental e à preservação dos recursos naturais em diferentes

Gente de Opinião Terça-feira, 16 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)