Segunda-feira, 12 de novembro de 2012 - 20h06
Embora o eucalipto seja uma planta pouco exigente quanto à fertilidade do solo e quantidade de água disponível, podendo ser cultivado em locais de clima seco ou úmido, e em solos arenosos, argilosos ou férteis, não se deve esquecer de realizar a adubação de plantio (recomendada por um técnico com base na análise de solo), a adubação de cobertura e o controle da matocompetição e das formigas. Essa foi uma das orientações repassadas
pelo pesquisador da Embrapa Rondônia, Henrique Cipriani, numa reunião técnica sobre eucaliptocultura, na sexta-feira, 9.
Ele também apresentou os resultados de crescimento em altura e diâmetro, registrados nos últimos 18 meses, no ensaio de clones no campo experimental da Embrapa, em Porto Velho, além dos resultados de adubação de eucalipto. O pesquisador explicou que o clone VM01 apresentou maior diâmetro e altura em relação ao GG100, o H13 e o Grancam.
“Também verificamos maior crescimento nas plantas de GG100 e H13 que receberam adubação de cobertura aos 14 meses de idade, o que pode trazer melhores rendimentos para a cultura. O Grancam apresentou menor crescimento em diâmetro e altura, além do problema da seca de ponteiro. Com isso, as folhas secam e o eucalipto começa a rebrotar na parte debaixo da planta, o que acarreta em perda de produtividade”, informou Henrique.
Na visita ao ensaio de eucalipto no campo experimental, o viveirista Roseno dos Santos, que pretende trabalhar com plantas clonadas, apontou a pesquisa realizada pela Embrapa como importante para incentivar o reflorestamento na região e para a cobertura de solos. “O desenvolvimento da planta clonada é mais rápido e, depois da retirada da madeira, o solo fica pronto para outros cultivos por causa da matéria orgânica acumulada”, declarou.
“É muito bom poder verificar in loco a diferença de resultados obtidos com o uso, ou não, da adubação com fósforo e potássio, na cultura do eucalipto”, disse o presidente da Associação de Engenheiros Florestais de Rondônia, Jaime Brod.
Aspectos da cultura
Quanto aos aspectos gerais da cultura, o pesquisador Abadio Vieira, destacou, entre outros pontos, que as perspectivas para o plantio em Rondônia são positivas. “Isso levando-se em conta que, na região de Vilhena, plantios comerciais têm alcançado acima de 50 metros cúbicos de madeira por hectare/ano”, enfatizou.
O pesquisador Angelo Mansur Mendes apresentou o “Zoneamento pedoclimático do eucalipto para Rondônia”, que indica as áreas desmatadas que melhor se adequam ao plantio, e que representam 6,7 milhões de hectares. “No que se refere ao clima, praticamente todo o estado é indicado para o estabelecimento da cultura”, apontou.
O zoneamento pedoclimático foi elaborado através do Sistema de Informação Geográfica (SIG), que permite associar dados de solos e clima, com uso de software livre, o gvSIG.
Mais informações sobre os resultados de pesquisa em eucaliptocultura da Embrapa Rondônia podem ser obtidas na sede da empresa, na BR 364, Km 5,5, na Zona Rural de Porto Velho, ou através do Serviço de Atendimento ao Cliente, pelo e-mail [email protected].
Fonte: Kadijah Suleiman
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