Segunda-feira, 17 de março de 2008 - 21h00
Ainda podem ocorrer enchentes em alguns rios de Rondônia, principalmente aqueles que recebem águas de outros rios da Bolívia.
Daniel Panobianco - As chuvas persistentes, com volumes acima da média ao longo de fevereiro e março deste ano, provocaram inundações em partes da América do Sul.
As condições de La Niña no oceano Pacifico causaram precipitação incomum, segundo o que mostra o boletim e análise feita pelas medições do satélite TRMM da NASA (Agência Espacial Americana) e da JAXA (Agência Espacial Japonesa).
Em várias localidades, as inundações não são incomuns, mas os efeitos foram nitidamente realçados pelas temperaturas de superfície do oceano.
Até o dia 7 de março, a inundação tinha sido responsabilizada por 52 mortes na Bolívia, 19 no Peru e 16 no Equador, segundo os governos locais.
A imagem do satélite TRMM mostra totais de chuva deduzidos e gravados entre os dias 5 de fevereiro e 4 de março.
A imagem feita a partir de dados e análise em tempo quase real de aproximação do Multi-satélite da NASA (Goddard Space Flight Center), que é usado para monitorar a precipitação sobre os trópicos globais, mostra claramente a quantidade anormal de chuva.
Em Rondônia, a chuva no período variou entre 200 e 300 mm, o que é normal para esta época do ano. Choveu um pouco a mais - entre 300 e 400 mm - no extremo norte do município de Vilhena e norte do município de Porto Velho, já na divisa com o Estado do Amazonas. Na faixa oeste, que compreende o Vale do Guaporé e as regiões Pimenteiras do Oeste e Guajará-Mirim, a chuva variou entre 100 e 200 mm.
Os totais mais elevados de precipitação para o período (mostrado em vermelho) estão na ordem de 600 milímetros (aproximadamente 24 polegadas). Os picos de chuva extrema foram registrados sobre a Bolívia central ao longo das inclinações orientais dos Andes. As áreas de precipitações superiores a 300 milímetros (~12 polegadas) mostradas em amarelo estendem-se mais adiante para o norte ao longo das montanhas do Peru e sobre toda a bacia do rio Amazonas.
As condições de La Niña devem persistir nos próximos meses, o que agrava e muito o risco de enchentes nos rios do sul da Amazônia, principalmente aqueles que são formados por outros bolivianos. Em Rondônia, o risco de enchente está mantido nos rios Mamoré e Madeira, que vem oscilando muito nos últimos dias.
Apesar da previsão exagerada do SIPAM divulgada em grande parte da mídia rondoniense ter enfocado que o rio chegaria a 16,50 metros na semana passada (dia 08), a mesma não se confirmou e nenhum alagamento significativo foi registrado em Porto Velho até o momento
Dados: Earth Observatory – NASA – JAXA
Fonte: AMAZONIAOVIVO.COM
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