Sexta-feira, 4 de julho de 2008 - 10h47
INPE irá monitorar incidência de raios em Rondônia a partir de setembro. Monitoramento de descargas atmosféricas terá cobertura de todo o território nacional, segundo pesquisador do INPE.
Daniel Panobianco Após receber uma boa noticia esta semana do INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) da instalação de novas estações meteorológicas automáticas no Estado até o final do ano, agora é a vez do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) de São José dos Campos-SP, divulgar que Rondônia será um dos Estados contemplados ainda este ano com sensores de detecção de descargas atmosféricas.
O ELAT (Grupo de Eletricidade Atmosférica) do INPE, em parceria com a RINDAT (Rede Integrada Nacional de Detecção de Descargas Atmosféricas) já dispõe de diversos sensores de detecção de raios no Brasil, principalmente nas usinas hidrelétricas do Sul, Sudeste e Nordeste e nos últimos anos tem aperfeiçoado muito o serviço de prevenção e estudos dos raios que todos os anos totalizam mais de 100 milhões de descargas só no Brasil.
Segundo o coordenador do ELAT, Dr. Osmar Pinto Jr., um sensor que está instalado em Vilhena e há anos não repassa as informações ao centro de pesquisa, por estar com o driver de transmissão danificado, até setembro, no máximo, deve voltar a operar enviando informações do Cone Sul de Rondônia, como quantidade e tipo de raios que todos os anos assolam a região e causam muitos prejuízos, quando não, mortes em animais e até pessoas.
Ainda segundo Pinto Jr., o ELAT está em parceira com o governo federal para a instalação de outros sensores de detecção de raios em Porto Velho, em virtude da construção das usinas no Madeira, o que traria mais segurança ao setor energético local.
Com os avanços nas pesquisas sobre os raios no Brasil, até 2010, a RINDAT promete cobrir 100% do território nacional em monitoramento das potentes descargas que todos os anos matam mais de 100 pessoas em todo o País e causam um prejuízo estimado em mais de R$ 15 milhões, principalmente ao setor de energia e telecomunicações.
Dados: ELAT RINDAT
Fonte: De olho no tempo
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