Quarta-feira, 20 de agosto de 2025 - 14h57

Com o objetivo de fortalecer
a conservação ambiental e a gestão sustentável dos recursos pesqueiros, o
governo de Rondônia está realizando a primeira edição de 2025 da pesca manejada
proveniente do Manejo de Controle do Pirarucu Invasor na Reserva Extrativista
Estadual (Resex) do Rio Cautário, no município de Costa Marques. A atividade
que teve início em 15 de agosto, segue até o dia 2 de setembro, e visa a
captura da espécie em áreas onde ele não é considerado nativo.
A
ação é desenvolvida pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental
(Sedam), que em 2025 conta com a participação de uma veterinária coletando
material para pesquisa do doutorado, além de uma equipe de pesquisas da
Universidade Federal de Rondônia (Unir), Instituto Chico Mendes de Conservação
da Biodiversidade (ICMBio) presente nos primeiros dias.
EQUILÍBRIO
ECOLÓGICO
Após
quatro anos de execução contínua, o manejo vem se consolidando como uma
estratégia essencial para o controle da espécie invasora na Resex Rio Cautário,
fortalecendo tanto a conservação ambiental quanto a gestão sustentável dos
recursos pesqueiros, o que demonstra que essas ações realizadas pelo manejo
foram eficazes, já que do ponto de vista ambiental, a diminuição da espécie
invasora representa um avanço importante para a recuperação do equilíbrio
ecológico local, protegendo a biodiversidade nativa e assegurando melhores
condições para a reprodução das espécies da região.
Para
o governador de Rondônia, Marcos Rocha, a iniciativa é fundamental para o
fortalecimento da conservação ambiental e da gestão sustentável dos recursos
pesqueiros. “A ação mostra o compromisso do governo de Rondônia com a
preservação da biodiversidade e o desenvolvimento sustentável. Seguimos
trabalhando com iniciativas que unem ciência, pesquisa e proteção ambiental,
garantindo melhores condições de vida para as comunidades e a preservação dos
recursos naturais”, ressaltou.
PROTEÇÃO
DA BIODIVERSIDADE
A
analista ambiental da Sedam e coordenadora do manejo, Chirlaine Varão, destacou
a estratégia utilizada. “Nesta etapa, estamos priorizando os mesmos ambientes
manejados em 2024, de forma a dar continuidade ao monitoramento e garantir
maior eficiência no controle. Nos primeiros dias de pesca, já foram retiradas
mais de 1 tonelada da espécie, os resultados recentes apontam para uma redução
significativa da presença do pirarucu invasor nesses ambientes.”
Segundo
o secretário da Sedam, Marco Antonio Lagos, o trabalho integrado para o
controle da espécie e para a preservação dos recursos naturais da região é de
grande relevância. “O manejo do pirarucu invasor é resultado de um esforço
coletivo que envolve pesquisa científica, acompanhamento técnico e a
participação das comunidades locais. Essa união de esforços nos permite avançar
de maneira consistente na proteção da biodiversidade e no uso sustentável dos
recursos pesqueiros”, evidenciou.
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