Quinta-feira, 2 de abril de 2026 - 11h12

Um novo
estudo publicado no capítulo "Eletrônica Educacional: Uso de sensores para
estudo do monitoramento de purificação do ar por plantas" revela como a
tecnologia acessível pode ser uma aliada poderosa na compreensão e melhoria da
qualidade do ar em ambientes internos. Desenvolvido pelos pesquisadores Maicon
Maciel Ferreira de Araújo (Mediação Tecnológica/SEDUC-RO e Faculdade
Metropolitana de Rondônia) e Nayara Fernanda Cunha(SEDUC-RO), o trabalho
demonstra que sensores eletrônicos de baixo custo são capazes de quantificar a
eficácia de plantas ornamentais como biofiltros naturais.
Com a
população urbana passando entre 80% e 90% do tempo em locais fechados, a
preocupação com a qualidade do ar interno tornou-se vital. O acúmulo de
poluentes, como compostos orgânicos voláteis (COVs) e gases de combustão, pode
desencadear problemas de saúde conhecidos como a "Síndrome do Edifício
Doente". Como solução sustentável, a pesquisa explorou a fitorremediação,
o uso de plantas para remover contaminantes do ar.
Os pesquisadores desenvolveram um protótipo utilizando a plataforma Arduino Uno, um sensor de gás MQ-2 e um módulo Bluetooth HC-05. O sistema permitiu o monitoramento em tempo real das concentrações gasosas, enviando os dados diretamente para smartphones e computadores.

O experimento comparou duas espécies populares em lares brasileiros: a Jiboia (Epipremnum aureum) e a Espada-de-São-Jorge (Dracaena trifasciata). As plantas foram testadas em três cenários: aquário aberto, aquário fechado e aquário fechado com presença de fumaça.
Os dados revelaram distinções importantes entre as espécies: Espada-de-São-Jorge: Destacou-se como a mais resiliente e eficaz em ambientes críticos. Em cenários de isolamento atmosférico e saturação por fumaça, ela manteve níveis de gases significativamente mais baixos (picos de 340 unidades) em comparação à Jiboia. Jiboia: Apresentou excelente desempenho em ambientes abertos e ventilados, mas mostrou-se menos eficiente em conter picos de poluição em sistemas totalmente fechados, onde os níveis chegaram a ultrapassar 430 unidades.

Além dos achados biológicos, o estudo destaca o potencial da Eletrônica Educacional como ferramenta pedagógica. Alinhado à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o projeto promove o pensamento computacional, a cultura digital e a educação ambiental.
"O protótipo cumpre um propósito pedagógico e investigativo fundamental", afirmam os autores. "Ele permite que dados biológicos, antes subjetivos, sejam quantificados e analisados, transformando a teoria em prática laboratorial imediata e estimulando a inovação nas ciências ambientais."
O trabalho integra os avanços da robótica educativa com a sustentabilidade urbana, propondo soluções tecnológicas baratas e funcionais que podem ser replicadas em escolas e ambientes residenciais para monitorar e melhorar o bem-estar humano.
Trabalho esse que foi apresentado pelo Doutorando em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente Maicon Maciel, no dia 20 de março de 2026, no Fórum Municipal de Mudanças Climáticas organizado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável -SEMA de Porto Velho.
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