Sábado, 18 de dezembro de 2010 - 20h13
Como ler o passado pré-colombiano e pré-cabraliano se não há livros sobre esses tempos remotos? Restaria a tradição oral, mas até ela precisaria ter origem naqueles antigos habitantes da Amazônia e não em povos que se deslocaram para a região em tempos mais modernos.
A pesquisadora Juliana Salles Machado, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, encontrou uma forma de fazer a leitura possível dos velhos tempos, analisando dados com indicações de continuidade ou não dos grupos indígenas do passado nas atividades humanas do presente.
Intitulada Arqueologia e história nas construções de continuidade na Amazônia, a análise se baseia em exemplos da arqueologia amazônica, da antropologia e, mais especificamente, de pesquisa etnoarqueológica que está sendo realizada entre comunidades ribeirinhas da ilha de Caviana, no Pará.
Para a pesquisadora, desde o início das discussões acadêmicas sobre a ocupação humana na Amazônia, “vimos um constante embate acerca da continuidade ou não do cenário atual dos povos indígenas e seus antepassados pré-coloniais. Seja de um lado, seja de outro, a colonização, seu impacto entre as populações indígenas e seu efeito impulsionador para a criação e transformação de novos atores sociais, foi – e ainda é – um ponto chave na interpretação dessa transição entre o passado amazônico pré-colonial e o presente”.
Grandes rupturas – Em seu estudo, Juliana observa que não há unanimidade em torno do assunto: “Pendendo ora para um lado ora para outro, alguns pesquisadores defendem grandes rupturas com o cenário indígena atual, cujas populações, ditas escassas e simples, como inúmeras vezes foram descritas, seriam um reflexo distorcido de um passado glorioso de populações numerosas e politicamente hierarquizadas”.
Nesse caso, ela menciona trabalhos consagrados como o de Anna Roosevelt – “Moundbuilders of the Amazon: Geophysical Archaeology on Marajó Island, Brazil”, de 1991. Nessa linha também segue o pesquisador Eduardo Neves em “Twenty Years of Amazonian Archaeology in Brazil (1977-1997), publicado em 1998.
Há, também, olhares menos generosos com o passado pré-colonial, apontando para uma continuidade desse cenário ao longo do tempo, ou seja, o que vemos hoje seria próximo do que tínhamos antes.
Fonte: Carlos Sperança - [email protected]
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