Domingo, 14 de junho de 2026 - 13h30

Tenho ouvido de alguns que a
câmara municipal de Porto Velho estaria vivendo uma crise jamais vista em sua
história. À primeira vista, julguei tratar-se de escassez de recursos, hipótese
essa, aliás, logo descartada, após acessar o Portal da Transparência. A câmara
pode ter muitos motivos para reclamar, menos de grana. É impressionante o
volume de dinheiro que o poder legislativo recebe, mensalmente, do executivo
municipal, o chamado duodécimo, cuja importância deve ser depositada na conta da
câmara, até o dia 20 de cada mês, implicando em crime de responsabilidade o
atraso ou repasse a menor, para manter uma estrutura organizacional tão pequena.
Segundo informou um servidor da Casa,
a crise existe, porém, a razão não seria de natureza financeira, mas, sim, por
mais espaços para acomodar indicações de políticos. Ele disse, ainda, que o
presidente Gedeão Negreiros estaria fazendo das tripas coração para tentar conter
os mais exaltados por nacos de poder. Isso porque as repartições da câmara
estariam empilhadas de comissionados e, destarte, não haveria lugar para
abrigar mais ninguém.
A opção seria correr para a
administração municipal. Ocorre que, na prefeitura, a situação também não
estaria nada fácil. Léo Moraes se elegeu praticamente sozinho. Não contou com a
ajuda de nenhum dos atuais vereadores, que apoiaram Mariana Carvalho, candidata
do governador de Rondônia, cel. Marcos Rocha, e do então prefeito de Porto
Velho, Hildon Chaves. A porteira que antes dava acesso fácil a cargos de
direção, chefia e assessoramento no governo anterior, agora, estaria sendo
monitorada vinte e quatro horas por alguém de confiança do dirigente municipal,
que teria a missão de controlar, rigorosamente, a entrada, a saída e o nome de
quem indicou o aspirante ao posto.
Segunda-feira, 15 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)
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