Sábado, 12 de março de 2022 - 12h15

O STF colocou uma pá de cal
nas pretensões do ex-governador Ivo Cassol de disputar o governo de Rondônia. E
não poderia ser diferente a decisão da mais alta corte de justiça do país.
Pelos menos na visão de um competente advogado com o qual conversei sobre o
assunto. Segundo ele, o contrário disso seria uma afronta à Lei da Ficha Limpa.
Se, por um lado, a notícia
surpreendeu muita gente, principalmente, aliados e simpatizantes de Cassol, que
ainda sonhavam com a ideia de vê-lo subindo novamente as escadas do palácio
Getúlio Vargas; por outro, soou como melodia agradável aos ouvidos daqueles que
se sentiriam incomodados com a sua presença no rinque eleitoral.
Afinal de contas, Cassol é uma
liderança política incontestável, capaz de fazer mudar a posição da balança
eleitoral. Ele deixou o comando do Estado com sólidos índices de aprovação
popular, além de ter um eleitorado que lhe é fiel.
Muitos podem até não gostar no
seu jeito bonachão, mas Cassol já deu provas de que conhece o estado de
Rondônia como poucos, com fundamento no qual formula propostas e projetos
factíveis. Não é o tipo do politico que alimenta quimeras, sonhos inviáveis,
fáceis de repetir, como tantas baboseiras que andam por aí, na base do tatibitate,
inteiramente irrealizáveis.
Cassol está fora! Não se tem
dúvida de que sua ausência deixará a disputa mais pobre de garra, determinação
e audácia. Falando assim, pode parecer aos incautos que eu seja aliado do
Cassol ou, então, tenha me beneficiado de seu governo. Nada disso. É apenas o
reconhecimento da verdade.
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