Terça-feira, 5 de abril de 2022 - 16h32

O feudalismo era um sistema comum
que surgiu na Idade Média, e consistia na concessão de um pedaço de terra pelo
senhor feudal, também conhecido como Suserano, para o indivíduo chamado de
Vassalo. Lembrando que o dono do feudo também tinha o direito de cobrar
impostos e taxas de sua propriedade.
Trazido para o campo da política
brasileira, o negócio funciona mais ou menos assim: o político alia-se ao chefe
supremo do poder, com o velho e surrado discurso de unir forças para lutar
pelos interesses da população, quando, na verdade, todo mundo sabe que a
intenção é outra, ou seja, abocanhar sinecuras na administração pública para
acomodar parentes e aderentes, geralmente com o compromisso de apoiá-lo durante
a campanha eleitoral.
Há relatos em que a pessoa nomeada
para exercer o cargo público (Vassalo), transferiria uma parte ou todo o
salário para o político (Suserano) que a nomeou ou a indicou. Essa prática
ficou popularizada no Brasil como o esquema da “rachadinha”. Não é justo, porém,
ferretear todos os representantes do povo com o desdouro do feudalismo
político. Afinal de contas, ainda há pessoas sérias e bem-intencionadas nesse
meio. Pouquíssimas, mas há. Colocá-las no mesmo balaio com velhas e manjadas
raposas felpudas da política rasteira seria, no mínimo, uma tremenda injustiça.
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