Sexta-feira, 28 de abril de 2023 - 11h53

Acatando todas as teses do Ministério Público
de Rondônia (MPRO), representado pela Promotora de Justiça Elba Souza de
Albuquerque e Silva Chiappetta, o Tribunal do Júri condenou, na última
quinta-feira (27/04), o réu P.S.S a 32 anos de reclusão em regime fechado pelos
crimes de feminicídio e ocultação de cadáver.
A vítima tinha 23 anos
e era companheira do réu. Ela foi morta com golpe de marreta na cabeça em julho
de 2019, na cidade de Buritis. Segundo a sentença, os jurados entenderam que o
crime foi praticado por motivo fútil, pois o acusado atacou a esposa por não
aceitar o pedido de divórcio feito por ela.
No dia do crime a
vítima foi agredida dentro da própria casa. Os dois filhos dela estavam no
local. Na época, as crianças tinham 4 anos e 1 ano e 3 meses. As investigações
apontam que uma delas chegou a ver o acusado enrolando o corpo da mãe em um
tapete após o assassinato.
Depois disso, o réu
colocou o corpo em uma “carretinha” e o transportou até um terreno próximo ao
lixão da cidade. A Promotora de Justiça Elba Chiappetta chamou atenção ainda
para a informação de que o corpo foi enterrado em uma cova que o homem havia
cavado três dias antes do crime, ficando demonstrado, portanto, o planejamento
do feminicídio antes da execução.
A Promotora também
ressaltou que após a ocultação de cadáver, o réu pegou os pertences da vítima e
os queimou, de modo a criar a impressão de que ela havia fugido e abandonado a
família.
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