Porto Velho (RO) terça-feira, 16 de junho de 2026
opsfasdfas
×
Gente de Opinião

Justiça

Núcleo de Combate à Violência Doméstica do MPRO - NUVID - destaca alterações da Lei Maria da Penha


Núcleo de Combate à Violência Doméstica do MPRO - NUVID - destaca alterações da Lei Maria da Penha - Gente de Opinião

O Ministério Público de Rondônia, por meio da Coordenadora do Núcleo de Combate à Violência Doméstica (NUVID), Promotora de Justiça Lisandra Vanneska Monteiro Nascimento Santos, considerou um avanço significativo as alterações da lei Maria da Penha advindas com a Lei nº 12.550, de 19 de abril de 2023.

De acordo com a integrante do MP, são mudanças muito importantes, que vieram para deixar mais transparentes o alcance e a aplicação das medidas protetivas, tornando claro que sua aplicação independe das causas ou da motivação do agressor, desde que cometidos contra mulher dentro do contexto de violência doméstica e familiar.

“É muito importante, quando a vítima pede a medida protetiva, que ela seja atendida o mais rápido possível”, disse a Promotora, que destacou os canais que possibilitam, de forma eficiente esse atendimento, como as Delegacias Especializadas; a Ouvidoria das Mulheres e a Sala Lilás do Ministério Público, além dos plantões ministeriais.

A intenção, segundo a Coordenadora do NUVID, é fazer com que as medidas protetivas sejam concedidas pela justiça de forma ágil e prática. "Antes da lei, muitos juízes condicionavam o deferimento da protetiva a que o seu fato gerador tivesse, também, uma tipificação penal, e isso dificultava muito a concessão das medidas. Hoje ela tem uma natureza autônoma e satisfativa, ou seja, não se exige que haja uma correlação entre pedido de protetiva e cometimento de crime, muito menos o ajuizamento de uma ação penal", destacou.

Promotora de Justiça Lisandra Vanneska Monteiro Nascimento Santos - Gente de Opinião
Promotora de Justiça Lisandra Vanneska Monteiro Nascimento Santos

Esse caráter preventivo, que não visa, necessariamente, à repressão de um crime, de acordo com a Promotora, muitas vezes é o que a vítima necessita no momento, pois traz tranquilidade e segurança.

Outro ponto da lei, ressaltado pela integrante do MP, é que a palavra da vítima é suficiente para concessão de medida protetiva, garantindo dessa forma sua agilidade para fins de deferimento inicial.

A lei também deixa claro que a medida protetiva passa a não ter prazo de validade. O período será modulado pela jurisprudência e antes de a medida ser extinta a vítima deverá ser ouvida pelo juízo, a fim de garantir que não haja mais perigos à sua integridade, proporcionando maior proteção e o rompimento do ciclo de violência doméstica.

A Promotora de Justiça Lisandra Vanneska Monteiro Nascimento Santos destacou ainda que cabe medida protetiva em todos os casos de violência neste contexto doméstico e familiar, inclusive a patrimonial, que fragiliza e provoca danos psicológicos à vítima, concluiu.

Gente de OpiniãoTerça-feira, 16 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

MPF obtém decisão que proíbe Vibra Energia de trafegar com excesso de carga nas rodovias de Rondônia

MPF obtém decisão que proíbe Vibra Energia de trafegar com excesso de carga nas rodovias de Rondônia

A Justiça Federal acolheu pedido do Ministério Público Federal (MPF) e proibiu a distribuidora de combustíveis Vibra Energia S.A. (antiga BR Distrib

MP Eleitoral pede condenação de parlamentares por propaganda antecipada durante feira agropecuária em Rondônia

MP Eleitoral pede condenação de parlamentares por propaganda antecipada durante feira agropecuária em Rondônia

O Ministério Público (MP) Eleitoral ajuizou uma representação no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) contra 13 agentes públicos por sup

 Congresso: vítimas difusas, atingidas por discriminações estruturais, devem receber a atenção do MP para reparações históricas

Congresso: vítimas difusas, atingidas por discriminações estruturais, devem receber a atenção do MP para reparações históricas

Uma releitura da figura da vítima em processos judiciais foi proposta durante o painel “Garantia da Tutela dos Direitos das Vítimas”, apresentado ne

TJRO lança projeto Pomar da Justiça para fortalecer sustentabilidade e aproximação com a comunidade

TJRO lança projeto Pomar da Justiça para fortalecer sustentabilidade e aproximação com a comunidade

O Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO) lançou o projeto institucional “Pomar da Justiça – Frutíferas Nativas e Adaptadas nos Fóruns do TJRO e Fóru

Gente de Opinião Terça-feira, 16 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)