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Fernando Máximo pode ter apoio de Marcos Rocha e Bolsonaro para ser candidato


Carlos Henrique Angelo - Gente de Opinião
Carlos Henrique Angelo
A considerar o que circula na imprensa, o secretário de Estado da Saúde, médico Fernando Máximo, está definitivamente contaminado pelo vírus da política. Para confirmar aquilo que já se especulava há tempos, está anunciada sua filiação ao Patriotas, com o compromisso de disputar a Prefeitura de Porto Velho. Ele inaugura sua participação política com credenciamento capaz de colocá-lo entre os postulantes de ponta na disputa. É que além de um trabalho bem avaliado na pasta que comanda, ele é, agora comprovadamente, o indicado do governador Marcos Rocha - que deve também migrar para o Patriotas - e leva consigo nada menos que o nome da primeira dama, Luana Rocha, secretária titular da SEAS.
 
Não é pouca coisa. Especialmente porque a amizade de Marcos Rocha com Bolsonaro, confirmada inclusive com um "agrado" de R$ 100 milhões do Ministério da Saúde para o governo de Rondônia/Sesau, pode solidificar a candidatura com uma simples manifestação de apoio do presidente, como aconteceu com a campanha vitoriosa do próprio governador. Não se pode, afinal, desconsiderar o poderio eleitoral que Bolsonaro mantém assegurado em Porto Velho. Ponto para o "Patriotas", que poderá ainda, em caso de vitória do candidato, facilitar a vida do futuro prefeito com uma forte bancada na Câmara dos Vereadores, além de vitórias expressivas nas demais regiões do estado.
 
É claro que Fernando Máximo não pode descuidar da atenção a alguns gargalos que podem prejudicar a avaliação de seu trabalho na Saúde. Um deles já tem solução encaminhada: o novo Hospital de Urgência e Emergência de Rondônia - Heuro, que irá substituir o atualpronto-socorro João Paulo II. A outra pendência é a lavanderia do Hospital de Base, um problema menor e de solução razoavelmente fácil, que no entanto afeta diretamente milhares de pacientes e servidores, especialmente nesse momento de elevado risco do pandêmico Coronavirus.
 
Convém observar que em ambos os casos o encaminhamento de soluções irá inclusive repercutir favoravelmente na avaliação do trabalho do governo e da candidatura de Fernando Máximo. É o caso do novo Heuro, que será construído nos moldes adotados pelo Tribunal de Justiça, o sistema Built to suit (BTS), que livra o estado do pesado investimento e da geralmente reduzida confiabilidade da qualidade e prazos das obras públicas. E tem conclusão contratualmente definida. No caso do TJ ela foi inclusive antecipada.
 
Em relação à lavanderia do HB, que atende precariamente a toda a rede pública estadual de Porto Velho, o que é problema pode ser convertido em virtude. É preciso, claro, que a Sesau pare de investir na atividade meio - lavagem de roupas, para a qual não tem, comprovadamente, qualquer aptidão - e passe a se dedicar àquilo que é sua especialidade e atividade fim: saúde.
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O secretário terá, além disso, a oportunidade de transformar o imenso espaço ocupado hoje pela lavanderia em uma enfermaria com algo em torno de 50 leitos exclusivamente destinados à traumatologia para casos de elevada complexidade - coisa que o Hospital de Base não possui. Isso poderia desafogar o João Paulo II e o futuro Heuro, em favor da rotatividade que o setor de urgência e emergência exige.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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