Terça-feira, 6 de maio de 2025 - 13h42

A
reação indignada que mobiliza os
emedebistas todo o estado resulta da insistência do deputado Lúcio Mosquini em
aplicar seu perfil coronelista à própria permanência no cargo de presidente do
partido, mesmo tendo já anunciado sua mudança de legenda. O parlamentar age
como se o poder político que lhe confere o imenso patrimônio representativo do
MDB rondoniense coubesse em seu embornal, para dispor como bem lhe aprouver,
satisfazer ou deleitar. E negociar, como elemento de barganha (no pior sentido)
pela oferta mais vantajosa. Só que não: o partido não é mercadoria de escambo.
Ele pertence a cada um dos filiados, que agora exigem, indignados, a entrega da
Presidência, ainda que decida permanecer como deputado
federal.
A
razão da
existência dos partidos políticos é o poder. E, mais ainda, permanecer nele. Sem
isso, viram joguetes nas mãos daqueles que conseguem alcançá-lo. O Partido
Democrático Brasileiro – MDB de Rondônia que o diga. O longo período no poder
do estado fez a legenda construir algumas virtudes que a tornam referência
dentre as agremiações que disputam o poder político.
Os Partido políticos e o Poder 2
A
observação é da
coluna Zona Franca, assinada pelo jornalista Roberto Kuppê. Ele acrescenta que
o MDB possui o maior número de filiados no estado. É também o partido que
possui sede própria, uma das melhores dentre os partidos no Brasil. O MDB
mantém ativa a Fundação Ulysses Guimarães – FUG, cuja agenda lhe permite a
formação continuada de quadros e o debate de temas do interesse da sociedade.
Tudo isso é resultado da convivência com o poder que o partido manteve por
longo tempo no estado.
Os Partidos políticos e o Poder 3
“Se
o poder faz bem
à estrutura partidária” – continua ele – “o mesmo ocorre com a qualidade da sua
militância. Embora recheado de “caciques estrelados”, o MDB, vez ou outra, é
chacoalhado por movimentos de sua base de militantes. E neste momento, o
partido vive mais uma destas turbulências internas. E, também neste quesito, o
MDB mostra a vitalidade que justifica a existência de um partido político”.
Os Partidos políticos e o Poder 4
A
revolta interna
no MDB está relacionada agora ao fato da militância não concordar com a
permanência do deputado federal Lúcio Mosquini na presidência do partido, após
afirmar de forma reiterada que deixará a legenda na janela eleitoral, que
ocorre no primeiro semestre de 2026. Até lá, Mosquini imporia a agenda que
interessa a um projeto político personalista, mantendo o controle do fundo
partidário e dos destinos do partido.
Os Partidos políticos e o Poder 5
A
reação da
militância do MDB, após alguns meses de silencio, arrancou, enfim, uma fala de
redenção do presidente do partido. Em entrevista a um veículo local, Mosquini
afirmou que somente entregaria a presidência ao senador Confúcio Moura. Logo,
dada a legitimidade e ao apoio interno do senador, o jogo está jogado (existem
rumores de que Confúcio Moura concordou em assumir o controle partidário
imediatamente) - conclui.
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