Terça-feira, 24 de setembro de 2024 - 12h54

"A
democracia é a pior forma de governo" - teria ironizado o então
primeiro ministro inglês, Winnston Churchill, para acrescentar: -
"Exceto por todas as outras formas que já foram tentadas na
história". Apesar disso, não deixa de ser abjeta a prática de cerceamento
do acesso a novas lideranças pelos coronéis do comando partidário, no menor
sinal de risco ao que consideram espaço privativo.
Novo
exemplo disso ocorreu em Cacoal/RO nesta campanha. Embora filiado ao MDB,
Roberto Alves foi nomeado secretário municipal de Agricultura pelo prefeito,
Adailton Fúria, candidato à reeleição pelo PSD. Apesar de contrariar o comando
emedebista, ele optou pela defesa dos interesses do município. Seu trabalho
comprovou o acerto da decisão. O excelente desempenho na Pasta levou o prefeito
a nomeá-lo cumulativamente para a chefia de Gabinete e, em seguida, também para
a titularidade da secretaria de trânsito.
O desempenho nos cargos deveriam merecer o reconhecimento de seu partido na composição da nominata emedebista de candidatos à Câmara de Vereadores nestas eleições, certo? Errado! O trabalho prestado à Prefeitura, ao contrário, provocou ciúmes entre os até então correligionários, o que acabou por prejudicar sua candidatura. Sem espaço no MDB, Roberto Alves foi obrigado a buscar abrigo em outra legenda, o Avante, pelo qual concorre com o número 70777.
Vale
ressaltar que enquanto, no geral, os candidatos nem
conseguem explicar para que afinal serve um vereador, Roberto Alves submete ao
eleitor cacoalense um bem elaborado plano de trabalho com propostas para os
quatro anos de mandato. Ele aborda de forma simples, cuidadosa e objetiva, uma
variedade de temas, que vão desde a Educação de Qualidade, até Saúde Pública,
Segurança Comunitária, Agricultura, Infraestrutura, Gestão e Finanças, Inclusão
Social, Cultura e Esportes. Um projeto que poderá ser facilmente incorporado ao
plano de governo do prefeito eleito, que, parece, será o próprio Fúria.
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